De Genebra, na Suíça, onde vive, o escritor Paulo Coelho, um dos mais bem-sucedidos autores brasileiros (“o mais bem-sucedido”, corrige ele), acompanhou atento o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu pelo fim da exigência de autorização prévia para biografias. O escritor foi uma das primeiras vozes a se manifestar contra a causa defendida por Roberto Carlos e pela associação Procure Saber, grupo que reúne, entre outros, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Roberto Carlos proíbe, desde 2007, a venda de um livro a seu respeito. Em entrevista por telefone a ÉPOCA, Paulo Coelho conta que tentou demover seus “ídolos” da ideia de apoiar a censura às biografias. Ele afirma que o grupo aceitou acompanhar Roberto Carlos em sua batalha extemporânea em troca do apoio do cantor a mudanças no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad, entidade que recolhe e repassa direitos autorais a artistas). “Eles devem estar arrependidos agora”, diz. Paulo Coelho foi tema de uma biografia não autorizada, escrita por Fernando Morais. Não gostou do livro. Nem por isso passou por sua cabeça se juntar a seus ídolos para impedir a publicação de futuras biografias suas. “Gostar ou não gostar faz parte da vida”, afirma.
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domingo, 21 de junho de 2015
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Te Contei, não ? - Os anos loucos de Paulo Coelho
Internações, choques elétricos, drogas, sexo, rock e ritos satânicos são destaques no filme sobre o mais famoso escritor brasileiro da atualidade
Tamara Menezes
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