terça-feira, 23 de junho de 2015

Te Contei, não ? - Festas Juninas

Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

Te Contei, não ? - Novo vídeo do Estado Islâmico mostra prisioneiros afogados e explodidos



Imagens de homens afundados em piscina dentro de uma jaula e outros recebendo colares de explosivos são chocantes


O DIA

Crônicas do Dia - Uma nação partida - Dorrit Harazim

A indagação foi postada nas redes sociais feito garrafa lançada ao mar, sem destinatário certo: “Onde podemos nos sentir seguros? Onde podemos ser livres? Onde podemos ser negros?”. Era o resumo da desesperança da América negra após a chacina racial na Igreja Metodista Emanuel de Charleston, estado da Carolina do Sul. Uma interrogação que não se imaginava mais necessária nem urgente.

Crônicas do Dia - Os donos da verdade - Luiz Antonio Simas

Em tempos intolerantes, escutem a lição de Exu e ensaiem outras miradas antes de matar ou morrer por crenças

O DIA

Crônicas do Dia - Não ensinem errado !

Hitler tentou em 1923 uma Marcha sobre Berlim, acabou preso e na prisão escreveu ‘Minha Luta’

O DIA

Te Contei, não ? - Vício Online

Distúrbios têm tratamento especial na UFRJ


ATHOS MOURA

Rio - O uso compulsivo de redes sociais pode estar encobrindo distúrbios como ansiedade e pânico. Já há até uma doença catalogada, a Depressão do Facebook. “A tecnologia não é um problema, ela otimiza o tempo. Mas, quando é ela mal usada, pode causar transtornos. Geralmente as pessoas percebem que estão com problemas quando o uso da rede social começa a gerar conflitos na vida real”, explica Eduardo Guedes, diretor do Instituto Delete, da UFRJ, que oferece tratamento para esse problema.

O jornalista Nelson Vasconcelos informou em sua coluna no DIA, ‘Digital & Tal’, a existência da clínica que reabilita os viciados online. Desde 2012, quando começaram os atendimentos, a quantidade de pacientes triplicou. Em três anos, mais de 400 pessoas já procuraram o instituto para tentar curar a dependência.

A procura só aumenta. No início do projeto, cerca de dez pessoas por semana iam até o instituto em busca de terapia. Atualmente, entre a primeira visita e a revisão, os atendimentos semanais já chegam a 40.

Com o tratamento variando entre quatro e oito semanas, o uso imoderado de celular, principalmente, pode ser controlado. O grupo formado por profissionais das áreas de Saúde, Tecnologia, Psiquiatria e Comunicação elaborou um questionário online para o internauta avaliar se deve procurar ajuda. Segundo Guedes, usar redes sociais não é um problema. O vício começa quando o tempo é gasto sem que a pessoa consiga se controlar. Ele cita o exemplo dos que pegam o celular para determinada atividade, mas que esquecem o que iriam fazer por ficar vendo mensagens ou postagens.

O despachante Marcelo Corrêa, de 42 anos, sofreu por anos com ansiedade sem que soubesse o diagnóstico. Um dia, por recomendação de um amigo, procurou o Delete e se submeteu a um tratamento de dois meses. Ele já sabe equilibrar o uso da internet. “Consigo controlar os sintomas e me livrei dos remédios”, diz.

A especialista em marketing Maura Xerfan acredita que usa as redes sociais por mais de dez horas por dia. E admite que talvez precise de ajuda para não passar a vida dentro da tela de um computador ou celular. Maura sofre de insônia porque quando acorda à noite sempre checa o celular: “Quando é algo interessante, me perco na leitura. Quando vejo já se passaram horas. Nessa semana, li por mais de uma hora e meia durante a madrugada”.

Os interessados no tratamento podem ir à Avenida Venceslau Bras 71, Praia Vermelha, às sextas-feiras, de 8h às 12h.


domingo, 21 de junho de 2015

Tá na Hora do Poeta - Carolina, mulher de luz - Alessandra C. Guimarães


Carolina, mulher de luz

Na vida
Tudo pode acontecer
Pode ser feliz ou sofrida
Ela pode ser lembrada
Se a história puder ser lida

Carolina Maria de Jesus
Mineira, pobre, negra
Injustiçada e surrada
Saiu de casa
A pé andava
De cidade em cidade parava

São Paulo então chegou
Um emprego arrumou
Na biblioteca da casa
Lia histórias e poesia
Ela lia e escrevia,
Mas os estudos não completou

Mãe solteira, três filhos
Sem emprego, sem casa
Para o Canindé ela foi
E à própria sorte
Construiu sua casa
Com materiais que achou

Catava papéis para sobreviver,
Mas ficava com alguns
Para poder escrever
O que acontecia
No dia a dia

Sua maior arma era seu livro
E então, a semianalfabeta
Negra e favelada
Virou sucesso
O quarto de despejo
Mostrou a realidade
E se transformou em novidade

A fama veio,
E o dinheiro também,
Mas não soube lidar com ele
Faleceu esquecida
Fora de sua casa “residível”

Sua forma de ver o mundo
Mudou o mundo dos outros
Escreveu a sua vida,
Mas não foi reconhecida
E merece ser lembrada
Por escrever com alegria e luz
Carolina Maria de Jesus



Alessandra C. Guimarães - 801

Crônicas do dia - Da pedra ao diálogo - William Helal Filho


Perseguições, prisões e até mortes de adeptos das religiões de matriz africana eram frequentes no Brasil do século XIX. Um absurdo escorado na letra do artigo 157 do primeiro Código Penal republicano, de 1890, que proibia “praticar o espiritismo, a magia e seus sortilégios, usar de talismãs e cartomancias para despertar sentimentos de ódio e amor, inculcar cura de moléstias curáveis ou incuráveis, enfim para fascinar e subjugar a credulidade pública". Mais de 120 anos se foram desde então. O país evoluiu. Hoje, a Lei 7.716, de 1989, protege fiéis de todas as crenças, prevendo anos de cadeia para quem comete crimes de intolerância religiosa. Mas indivíduos de certos ramos da sociedade continuam lá atrás.

Crônicas do Dia - Os autores e a internet - Gustavo Tepedino

Com a revolução tecnológica, o principal veículo de execução pública de músicas tornou-se a internet. Disponibiliza-se, por esse meio, formidável número de obras musicais. As tecnologias, contudo, não devem estimular a ilicitude e sacrificar os direitos autorais. Trata-se de direitos fundamentais dos autores, cujo respeito se associa à preservação da identidade cultural da sociedade.

Crônicas do Dia - Em vez de ler, colorir - Zuenir Ventura


O escritor José Saramago, com seu divertido pessimismo, previu que de degrau em degrau o homem ia acabar “chegando ao grunhido”

20/06/2015 - 15h08

Crônicas do Dia - O pecado da Intolerância

Rosiska Darcy de Oliveira, O Globo

A resposta raivosa da bancada evangélica no Congresso Nacional à Parada Gay é mais um capítulo da ofensiva fundamentalista que se abate sobre o nosso país.

Crônicas do Dia - Deseducação religiosa - Hamilton Werneck

Bons eram os tempos em que pessoas ligadas a várias confissões ministravam ensinamentos nas igrejas, templos e escolas numa ação gratuita

O DIA

Crônicas do Dia - Para a posteridade - Adriana Calcanhotto

Biografias podem servir para alargar o conhecimento ou para fazer caixa nas editoras. Decide o leitor

Personalidades - Tônia Carrero

RIO — Rodeada de intelectuais, Tônia Carrero opinava em todos os assuntos que dominavam a mesa naquela noite no Degrau, tradicional reduto boêmio do Leblon. Encantado com tanta beleza e surpreso com a eloquência, Rubem Braga resumiu o fascínio provocado pela atriz.
— Ela fala pelos cotovelos. Mas que cotovelos... — disse para Paulo Mendes Campos, segundo registro do livro “Crônicas da vida boêmia”, de Aluízio Falcão.

Te Contei, não ? - Origem misteriosa


RIO — No ano em que a cidade comemora seus quatro séculos e meio, o Centro Histórico ainda guarda segredos. Conhecido por seu autoritarismo, o político italiano Benito Mussolini, que liderou o Partido Nacional Fascista, pode não ter pisado em terras fluminenses, mas o Rio teria possíveis símbolos do fascismo em postes, calçadas e adornos. Entre a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e o Paço Imperial, 17 postes de bronze têm, segundo estudiosos, o que seria a principal marca do regime: um feixe de madeira (que significava união e força do povo) envolvendo uma machadinha, com uma águia no topo (que representava o poder).
Referências ao fascismo podem estar ainda em instalações do Legislativo fluminense. No Palácio Tiradentes, sede da Alerj, onde objetos são testemunhas de momentos que marcaram a história política do Rio e do país, é possível ver, logo no hall, ao lado da escadaria principal, duas urnas com as mesmas marcas. Junto a elas, a inscrição “lex” (“lei” em latim). Nas galerias do plenário, o feixe de madeira envolvendo a machadinha aparece em oito desenhos. A ilustração também se repete em frente ao prédio histórico, no piso de pedras portuguesas.

Crônica do Dia - Dever de casa - Júlio Furtado

Parece que o dever de casa é da família toda, e não só do aluno

O DIA
Rio - Enquanto aguardava na fila de um caixa eletrônico dia desses, ouvi a conversa de duas mulheres que estavam logo atrás: “Vim correndo pegar o dinheiro pra pagar à faxineira. Fico presa a tarde inteira sem poder sair, pois minha filha tem dever de casa todo dia”. Parece que o dever de casa é da família toda, e não só do aluno.

Crônicas do Dia - Carta ao rei Roberto - Arnaldo Bloch

O rei está nu e não está morto. Vida longa ao rei!, com um milhão de biografias

Te Contei, não ? - Poder debaixo dos lençóis

“Henrique VIII deixou a Igreja Católica para que a Inglaterra tivesse sua própria religião. Napoleão Bonaparte pôs a Europa de joelhos perante a França. Pedro I foi desafiado a transformar uma colônia no Império brasileiro. Homens de importância incontestável na trajetória de seus países, eles foram motivados a cumprir seus feitos não apenas por razões de Estado, mas também por quem dividiam a cama — e não em seus relacionamentos formais. Durante séculos, amantes e cortesãs eram figuras fáceis ao lado de monarcas de diversos países, relegando as rainhas à sombra e assumindo tarefas como a recepção de embaixadores e o patrocínio de artistas. Ganhavam castelos, joias e garantiam títulos de nobreza aos filhos bastardos.

Crônica do Dia - Estado de choque - Márcia Vieira

A imagem da orelha decepada, faltando um pedaço, é tão chocante quanto a ideia de um jovem, formado em economia pelo Ibmec, ser capaz de tamanha brutalidade. José Phillippe Ribeiro de Castro, de 28 anos, é acusado de arrancar um pedaço de um rapaz e de ferir, com um objeto cortante, outros dois convidados de uma festa do irmão, no jardim de sua casa, na Gávea, num ataque de selvageria que destoa da calma que reina naquele cantinho nobre da Zona Sul. Há menos de um mês, o Rio assistiu chocado a outra cena de brutalidade, desta vez mais trágica, que levou à morte do médico Jaime Gold, na Lagoa. Gold morreu esfaqueado, sem esboçar reação diante de dois jovens que queriam levar a sua bicicleta num assalto.

Entrevista - Paulo Coelho - "Roberto Carlos manipulou Chico, Caetano e Gil"

De Genebra, na Suíça, onde vive, o escritor Paulo Coelho, um dos mais bem-sucedidos autores brasileiros (“o mais bem-sucedido”, corrige ele), acompanhou atento o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu pelo fim da exigência de autorização prévia para biografias. O escritor foi uma das primeiras vozes a se manifestar contra a causa defendida por Roberto Carlos e pela associação Procure Saber, grupo que reúne, entre outros, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Roberto Carlos proíbe, desde 2007, a venda de um livro a seu respeito. Em entrevista por telefone a ÉPOCA, Paulo Coelho conta que tentou demover seus “ídolos” da ideia de apoiar a censura às biografias. Ele afirma que o grupo aceitou acompanhar Roberto Carlos em sua batalha extemporânea em troca do apoio do cantor a mudanças no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad, entidade que recolhe e repassa direitos autorais a artistas). “Eles devem estar arrependidos agora”, diz. Paulo Coelho foi tema de uma biografia não autorizada, escrita por Fernando Morais. Não gostou do livro. Nem por isso passou por sua cabeça se juntar a seus ídolos para impedir a publicação de futuras biografias suas. “Gostar ou não gostar faz parte da vida”, afirma.