sábado, 13 de junho de 2015

Te Contei, não ? - Cantigas Medievais

Nessa época em que há o predomínio da oralidade, a poesia é marcada pelas cantigas trovadorescas, que possuem uma estreita relação com a música, o canto e a dança. Em virtude disso, fazia-se necessário o acompanhamento de instrumentos musicais, tais como a harpa, a flauta, a guitarra, o alaúde, a viola etc. É natural que esses poemas, por serem obras transmitidas oralmente, acabassem desaparecendo.
Para evitar que isso acontecesse, inicialmente, foram criados pequenos cadernos de apontamento, nos quais essas obras eram transcritas. Esses cadernos não foram suficientes para armazenar todas as obras conhecidas, então, alguns mecenas, em especial o rei, resolveram agrupar essas obras em coletâneas de canções. Dessa forma, as cantigas que antes eram apenas apresentadas oralmente e estavam guardadas apenas na memória do trovador foram compiladas e viraram os Cancioneiros.

Te Contei, não ? - Idade Média

Idade Média: uma era muito mal compreendida

Obscura, brutal, injusta, suja... A época medieval não tem boa reputação, mas os especialistas começaram a rever os estereótipos mais populares.

Crônica do Dia - A miopia da juventude - sem metáforas - Jairo Bourer

Há hoje um verdadeiro exército de jovens instruídos que, cada vez mais, enfrenta dificuldades de enxergar com clareza imagens que estão distantes. Uma nova pesquisa mostra que a incidência de miopia aumentou de forma importante nas últimas décadas. Hoje, ela é duas vezes mais comum entre pessoas de 25 a 29 anos do que entre as de 55 a 59 anos. Ela afeta, também, duas vezes mais os universitários do que aqueles que abandonaram a escola.

Crônica do Dia - Homofóbicos, saiam do armário ! - Ruth de Aquino

Toda forma de pensar vale a pena. Eu curto. O que seria de nós – namorados ou solitários, héteros ou gays – se não existissem pastores evangélicos como Silas Malafaia, que em vídeo exorta o Brasil a apoiar “a família milenar” e a só acreditar nos casais de “macho e fêmea”? É isso aí, Malafaia, bota esse ódio todo para fora! Espume pela boca seu preconceito, rebole seu medo. Eu apoio.

Te Contei,não ? - A natureza é o remédio

Não é incomum que, naquelas manhãs de ressaca, recorra-se ao prosaico chá de carqueja como remédio. Receita de avó. Infalível. A carqueja, planta nativa do Sul e do Sudeste do Brasil, é tão amarga quanto popular no tratamento de dores de estômago e indigestão. Usa-se o chazinho milagroso até para emagrecer. Pesquisadoras da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) hoje se debruçam sobre o enigma da carqueja. Elas pesquisam se a planta tem mesmo em sua composição substâncias capazes de combater o parasita que causa a esquistossomose – doença que, segundo a Organização Mundial da Saúde, afeta cerca de 240 milhões de pessoas no mundo. “Estamos na fase de estudos para verificar se a carqueja é segura”, diz Ana Lúcia Ruiz, coordenadora do Departamento de Farmacologia e Toxicologia de um centro multidisciplinar da Unicamp. Se a eficácia da carqueja se comprovar e algum gigante da indústria farmacêutica se interessar em produzir o medicamento e colocá-lo no mercado, completa-se o ciclo ideal da pesquisa com biodiversidade: o conhecimento popular inspira a ciência; a ciência abastece a indústria; e a indústria fornece o medicamento para a população.   

Crônica do Dia - Eles mentem, eu acredito - Walcyr Carrasco

Mentir todo mundo mente um pouco. Mas há profissões em que mentir ou, pelo menos, não dizer exatamente a verdade faz parte. Recentemente fiz um tratamento dentário. Pela segunda vez, implante no mesmo local, após enxerto de osso. Um ano de espera. Sou eu quem não pode mentir agora. Eu sabia o que me esperava. Implante, especialmente nesse local da minha boca, dói. Chega até o nariz. O dentista disse:

terça-feira, 9 de junho de 2015

Crônica do Dia - A gente se sente como quem partiu ou morreu - Ruth de Aquino

Tem dias que a gente se sente/Como quem partiu ou morreu/A gente estancou de repente/Ou foi o mundo então que cresceu/A gente quer ter voz ativa/No nosso destino mandar/Mas eis que chega a roda-viva/E carrega o destino pra lá.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Te Contei, não ? - O tamanho real da escravidão

RIO — Entre 1500 e 1856, a cada cinco pessoas no mundo que foram escravizadas, uma colocou os pés no Rio de Janeiro. Foi na região do Porto, onde hoje estão as avenidas Venezuela e Barão de Tefé, que atracou boa parte dos navios negreiros vindos da África, trazendo, inclusive, corpos de quem não resistiu à viagem. Por muito tempo, imaginou-se que pouco mais de um milhão de escravos desembarcaram na cidade — e mais 2,6 milhões teriam sido levados para outros pontos do litoral brasileiro. Agora, estudiosos afirmam que o número relativo ao Rio é muito maior que o estimado por vários historiadores. A tese é baseada em um minucioso banco de dados criado pela Universidade de Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos: o arquivo reúne registros portuários feitos ao longo de três séculos e meio. O trabalho está hospedado no site slavevoyages.org e ganhará, dentro de algumas semanas, tradução para o português pela Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Segundo o novo levantamento, cerca de 2 milhões de escravos chegaram ao Rio.


Resenhando - A força dos mitos indígenas nas páginas de cinco livros

Editora Escrita Fina lança edições que contam lendas de tribos brasileiras

CARLOS BRITO
Rio - A legada muitas vezes a um contexto considerado exótico e distante, em poucas situações a cultura indígena conseguiu ser absorvida — tanto por adultos quanto por crianças — em sua totalidade, com tudo o que ela possui de profundidade e sabedoria prática. Por meio do lançamento simultâneo de cinco títulos que tratam do tema, a Editora Escrita Fina tenta mostrar que as lendas e ensinamentos que nasceram nas ocas e matas são tão vastos que não podem ficar limitados ao Dia do Índio, 19 de abril.

Te Contei, não ? - O primeiro traficante do Rio de Janeiro


João Gutierres Valério tinha um acordo com Salvador de Sá pelo qual pagaria imposto por cada escravo desembarcado no porto

Te Contei, não ? - Impor limites é o que cria filhos mais saudáveis

RIO - Crianças francesas não fazem manha, diz o livro da jornalista americana Pamela Druckerman. Mas as brasileiras também não deveriam fazer, bastando para isso que os pais soubessem impor limites desde a infância. Para discutir as consequências da educação contemporânea, a próxima edição dos Encontros O GLOBO Saúde e Bem-Estar, com o tema “Como estabelecer limites para ter filhos saudáveis”, abre o debate ao psiquiatra Fábio Barbirato, chefe do serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Santa Casa de Misericórdia do Rio; e à educadora Tania Zagury, autora dos livros “Limites sem trauma” e “Educar sem culpa - A gênese da ética”, entre outros. O evento tem mediação da jornalista do GLOBO Viviane Nogueira, editora assistente de Sociedade, e coordenação do médico Cláudio Domênico, curador do evento.

Crônica do Dia - Cidade esfaqueada - Arnaldo Bloch

Nas mãos impiedosas de um jovem vibra a engrenagem de um crime maior: não aprender com a História

Te Contei, não ? - Brasil é líder mundial em agressão a professores

Em pesquisa que ouviu 100 mil docentes em 34 países, 12,5% dos brasileiros contam que são agredidos ou intimidados uma vez por semana dentro da escola

Crônica do Dia - Religião e política se discutem ! - Magali Cunha

Afinal, como mensurar o poder de influência dos evangélicos no processo eleitoral?


Vamos à pergunta que não quer calar: qual é o poder de influência dos evangélicos no processo eleitoral? Esta questão já vinha sendo colocada há alguns anos e agora se reveste de mais significado. Pela primeira vez, dois candidatos à Presidência são declaradamente evangélicos. Everaldo Dias é aquele que mais investe nessa identidade: tem o título de “pastor” no nome de urna e defende princípios caros a uma parcela do segmento. A ex-senadora Marina Silva não baseia sua plataforma no fato de ser evangélica, mas não deixa de trazer à tona esta identificação.


Ademais, um levantamento indica 327 candidatos apresentados como evangélicos para todos os cargos disputados. É um aumento de 12,5% desse perfil em relação às eleições de 2010. Deste grupo, 273 são intitulados “pastor/a”, “missionário/a”, “bispo/a” ou “apóstolo”. Essa crescente presença e influência de evangélicos no espaço político chama realmente a atenção. O grupo tem hoje 73 parlamentares no Congresso (três senadores e 70 deputados), uma bancada que forma o “terceiro” partido da Câmara dos Deputados, embora não haja homogeneidade política. Estudos mostram que muitos desses números refletem uma tendência à aceitação da prática de voto de cabresto, com líderes religiosos fazendo as vezes dos clássicos coronéis da política brasileira. Isso coloca mais lenha no calor da pergunta que não quer calar.


Com base nesses números, não é difícil afirmar que há uma força evangélica. Não é surpresa que candidatos e marqueteiros tenham detectado a tendência, e a prática de “pedir a bênção” a líderes religiosos seja recorrente a cada eleição, bem como que esses candidatos e seus partidos se submetam a pressões do segmento por compromissos com a moralidade religiosa. Isso ficou nítido na campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010 e, neste ano, na campanha de Marina Silva, que mudou partes da sua plataforma de governo, sobre direitos reprodutivos e LGBT, poucas horas depois de apresentá-la ao público.


Mas essa reflexão tem outros vieses. O ponto de partida é considerar que a presença de grupos religiosos na política não pode ser vista como uma ameaça à democracia nem à laicidade do Estado. Ela reflete a dinâmica da cultura brasileira, em que as religiões têm importante papel na ordenação e no sentido da vida. A presença católico-romana se faz na política há 500 anos, e não gera fortes questionamentos.


Portanto, a presença dos evangélicos na política deve ser vista como indício do próprio avanço da democracia (com ambiguidades, é claro). A possibilidade do debate e de expressão das diferentes vozes é que precisa ser garantida neste contexto democrático, e é aqui que o lugar das mídias se reveste de importância. Dado o contexto de força dos evangélicos, muitos líderes se imaginam com poder político e eleitoral e falam em nome do segmento. Fica-se com um só discurso, neste caso o conservador. É urgente superar a apresentação dos evangélicos como um grupo homogêneo, rechaçando tendências unificantes de um segmento mais do que plural.


Fato é que neste processo está a fé, a crença, sonhos e esperanças de muita gente que acredita haver um Deus no meio de tudo isto. Por isso religião e política devem ser discutidas, sim, para, por exemplo, monitorar e denunciar os casos de abuso da fé dos membros das igrejas por meio de retórica do terror, de deturpação de informação. Como a divulgação da falsa ideia de políticas públicas implementadas para “acabar com a família” ou de que o acidente que matou Eduardo Campos foi ação de Deus para alçar uma evangélica à Presidência. Urge o espaço a outras vozes; tornar nítidas e públicas as diferentes posturas e projetos deste segmento que também tem quem defenda a justiça e a paz.

Tá na Hora do Poeta - Canção da Corrupção - Thales Borges Ferreira



Canção da Corrupção


Minha terra tem problemas
Em que temos que nos acostumar
As pessoas que aqui habitam
Não conseguem se orgulhar

Nosso céu tem mais estrelas
Que pela sujeira não podemos ver
Nossas várzeas tem mais flores
Que estão todas a apodrecer

Ao ficar sozinho à noite
Com muito medo costumo ficar
Minha terra tem ladrões
Aos quais temos que nos entregar

Minha terra tem crianças
Onde vivem a mendigar
As pessoas que aqui passam
Não aguentam nem olhar

Não permita Deus que eu morra
Sem que algo possa mudar
Para que todos possam ver
A nossa terra brilhar .


Thales Borges Ferreira 
Turma 802 / 2015 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Editorial - Onde estão as panelas contra as doações de campanha ? - Jornal O Dia

A oposição, que tanto instigou a bater panelas, votou em bloco pelo financiamento de campanha

Crônica do Dia - Ética tardia - Flávia Oliveira

Reputação de patrocinadores da Fifa está em xeque. É difícil crer que quem bancou o campeonato não conhecia as regras do jogo

Crônicas do Dia - De Mário de Andrade para Manuelucho - Adriana Calcanhoto

As cartas de Mário de Andrade escritas para Manuel Bandeira são de amor. Do amor entre eles e pela língua portuguesa

Mário

Crônica do Dia - "Doação" ou investimento ? - Frei Betto

Campanha da petista Dilma Rousseff abocanhou R$ 318 milhões, mais da metade do total dos R$ 586 milhões de todos candidatos à presidência

O DIA
Rio - Haverá eleição presidencial nos Estados Unidos em 2016. Como no Brasil, lá também o povo vota, mas quem elege é o dinheiro. Os pré-candidatos norte-americanos já paparicam os grandes doadores de campanhas: Sheldon Adelson, dono de cassinos, nos últimos 12 anos deu US$ 120 milhões aos republicanos; George Soros, especulador, US$ 44 milhões aos democratas. Os irmãos David e Charles Koch, do ramo petroquímico, se dispõem a juntar US$ 900 milhões para os candidatos republicanos. 
Na corrida ao Planalto, em 2014, nossos postulantes amealharam, juntos, R$ 586 milhões. A campanha da petista Dilma Rousseff abocanhou R$ 318 milhões, mais da metade do total. Zerou todas as despesas e ainda sobraram R$ 169 mil. O tucano Aécio Neves colheu R$ 201 milhões e ficou com dívida de R$ 15 milhões.