sábado, 30 de novembro de 2013

Tá na hora do Poeta - Amizade - Gabriel Martins




 
Amizade



Para começar, se se preocupar
Uma pitada de encontro deve rolar
Depois, um pouco de diversão
A conversa é de sua preferência.
Às vezes depende da insistência.

Nessa receita, fique muito esperto
Porque nem sempre os ingredientes dão certo
Se isso acontecer vem a confusão
Depois fica com gosto de decepção.

Para tentar evitar
Não confie em grandes colheres
Ponha os ingredientes aos poucos
E selecione muito bem seus talheres.


Depois que já mexeu bastante,
Pode achar algumas falhas.
Essas são importantes!
Vão dizer se o recheio é crocante.

Se fez o seu tipo
Continue a receita
Pegue uma colher de pau
Prove pra ver se ficou legal.
Nessa parte tu verás
Se investiu bem nos seus ingredientes fatais.

Depois de sua prova
Use o ingrediente secreto.
Despeje a confiança,
Porém de modo discreto.

Gabriel Martins
Turma 802 / 2013



sábado, 23 de novembro de 2013

Tá na hora da Poesia - O presente de Ossanha - Amanda Monteiro



O presente de Ossanha
 
 
 
Há cem anos atrás, em um engenho de açúcar
Viviam dois meninos em paz
Um era livre e outro aprisionado
Mas ambos brincavam alegres e despreocupados
 
Certo dia com um sol de rachar
O escravo foi até a mata caçar
E nada encontrou
Até que Ossanha o ajudou
 
 
Um pássaro foi capturado
Com seu canto os corações pulavam de alegria
O senhor queria compra - lo, porém não conseguiu, para sua agonia
 
O escravo foi vendido e seu amigo ficou entristecido
Tudo parecia acabado
Entretanto o pássaro voltou e ele foi consolado.
 
 
Amanda Monteiro
Turma 701 / 2013
 
Uma releitura poética da obra " O presente Ossanha" de Joel Rufino Dos Santos
 
 
 
 
 



domingo, 17 de novembro de 2013

Artigo de Opinião - Falso dilema - Gustavo Binenbojm

Falso dilema

 
 
 
Autor(es): Gustavo Binenbojm
O Globo - 20/10/2013
 
 

Te Contei, não ? - Filhos da terra

Quilombos aguardam definição sobre posse de terras e mantêm viva herança cultural africana

  •  
Marco Grillo

Benedito Leite e Terezinha Leite, moradores do Quilombo Alto da Serra do Mar: quase 50 anos de casados
Foto: Márcio Alves / Agência O Globo
Benedito Leite e Terezinha Leite, moradores do Quilombo Alto da Serra do Mar: quase 50 anos de casados Márcio Alves / Agência O Globo

Artigo de Opinião - O que você vai ser quando crescer ?

 MARTHA MEDEIROS

ZERO HORA 

Artigo de Opinião - O Acre de Chico Mendes

 
 
Frei Betto
 

domingo, 10 de novembro de 2013

Quem conta um conto .... União

Era uma vez, em uma cidade no interior, chamada Gramática... Lá, as pessoas eram muito inteligentes devido ao método educacional adotado pelas escolas públicas e particulares. Porém, hoje em dia o bullying está presente em quase todas as escolas, inclusive na escola Análise Sintática, onde se passa a nossa história.  
No primeiro dia do ano letivo, quando o sinal de entrada tocou, os alunos foram para as suas devidas salas, exceto um… o Sujeito. Nas salas os velhos amigos se reencontravam e os novos se conheceram. Depois de um horário o Sujeito apareceu sem uniforme no 8º ano, com uma jaqueta preta de couro, uma calça jeans e uma blusa branca. Os alunos começaram a cumprimenta - lo e o professor Vocativo pediu para que todos se sentassem. Predicado logo percebeu que o professor não se importou pelo fato do Sujeito estar sem o uniforme e ter chegado atrasado. Ele ficou indignado pois, um aluno estava violando as regras escolares e nada aconteceu. Ao reclamar, o professor e os alunos tentaram avisar, porém era tarde. Naquele mesmo momento, Predicado percebeu que algo estranho havia acontecido, até que um colega de sala chamado Conectivo sussurrou: 
- Sujeito é filho do diretor da escola!
No mesmo dia, como dinâmica de primeiro dia de aula, o diretor da escola chamou os alunos do 6º ao 9º ano para um jogo de soletrar. Após essa dinâmica os alunos foram liberados para voltar as suas devidas classes, porém, o diretor pediu que o Predicado ficasse mais um pouco para ter uma conversa a sós. Com isso, sabendo o que tinha acontecido antes, durante a aula do professor Vocativo, Predicado ficou nervoso prevendo o assunto da tal conversa. A sala em que os dois se localizavam, estava com um clima de tensão, ninguém dizia nada, até o diretor falar algo. Ele começou com perguntas intimidantes. Perguntou o motivo de sua vinda para a escola, de onde ele veio, etc. As respostas do Predicado eram curtas, pois ainda estava se sentindo nervoso. Quando Predicado estava mais calmo, o diretor fez a pergunta temida pelo aluno:
- O que você fez com o meu filho hoje mais cedo? 
- Nada, eu só questionei o fato dele estar sem uniforme e de ter chegado atrasado na aula sem ser prejudicado! – respondeu o Predicado.
- Tá mas isso é o de menos. O Adjunto Adnominal me disse que você o ameaçou. – Confirmou o diretor
- Não! Eu juro que não fiz nada disso! – Retrucou.
- Não temos provas concretas do que aconteceu ao certo. Então, por enquanto não devemos julgar ninguém. Pode se retirar. – Disse o diretor.
Passado a primeira semana de aula, Conectivo percebeu que Sujeito e Predicado ainda não se davam bem. Com isso, reuniu-se com seus amigos gêmeos: Adjunto Adverbial de Tempo e Adjunto Adverbial de Lugar, e foram à sala do diretor para buscar ajuda. No dia seguinte o diretor convocou os alunos envolvidos. Entre eles: Predicado, Sujeito, Conectivo, Adjunto Adverbial de Tempo, Adjunto Adverbial de Lugar e Adjunto Adnominal.
- Gente, todos nós estamos juntos em uma frase! – Disse o diretor.
- Por que vocês estudam aqui? – perguntou mudando de assunto.
- Para crescermos e virarmos pessoas importantes. – Afirmaram os alunos.
- E Sujeito, é verdade que você anda fazendo bullying com os colegas de classe só por ser meu filho?  
- Sim, pai, desculpa. O que eu fiz foi errado e eu mereço as devidas punições. – Disse o Sujeito.
Os alunos trocaram olhares entre si, com a boca aberta, surpresos.
- De acordo com o que disseram, vocês estão aqui para aprender. Então qual é o propósito disso tudo?  – Perguntou o diretor voltando ao assunto, com uma voz suave.
A sala de repente ficou quieta, os alunos pareciam estar pensando no futuro, e o que poderiam fazer no presente para que ele ficasse melhor. Depois de um tempo, Adjunto Adnominal fez uma confissão. Disse ao diretor que o que ele tinha falado era mentira, Predicado não tinha feito nada com o Sujeito.
Após toda a confusão, a iniciativa do Conectivo e de seus amigos Adjuntos Adverbiais fez uma grande diferença.
- Boa, Conectivo! Você conseguiu unir a escola e a paz novamente – Disse o diretor, ironicamente. 

Grupo:  André, Daniel, Matheus de Azevedo, Rafael.

Carta endereçada à autora da obra Degredado em Santa Cruz







Prezada autora Sônia Sant'ana,
 
Em minhas palavras, gostaria de te desejar um sincero parabéns pelo seu maravilhoso trabalho e lhe dizer muito obrigada.
A obra me ajudou bastante, me ensinou a ver os outros pontos de vista antes de tomar qualquer conclusão.
Desde pequenos, aprendemos na escola e com nossos familiares que os nativos que aqui viviam eram seres perversos, que visavam a morte lusitana, praticando atos canibais.
Mas ao ler o seu livro, pude entender como era a vida dos tupiniquins, o que eles pensavam, no que acreditavam e o modo de tais costumes. Consegui perceber que a fama de bondade que os lusos carregam, por séculos, não é totalmente verídica.
Os portugueses que aqui chegaram trataram os índios como objeto, exploraram até a última lasca de pau-brasil e quando viram que não tinham mais metais preciosos na Terra de Santa Cruz, resolveram abandonar as pessoas que lhes trataram com tanta hospitalidade.
Quando chegava na escola e me diziam que a matéria que aprenderíamos era Descobrimento do Brasil, achava um tédio.
Mas ao ler a sua obra, consegui ver que nosso país tem uma história linda, cheia de mistérios, vitórias, fracassos e lutas.
Este livro me ajudou a compreender o contexto da história brasileira, me fez dar atenção a fatos quase ocultos, mas que fazem toda a diferença. me fez repensar os valores que tinha em minha mente, me ensinou a compreender outros pontos de vista. E o mais importante, me fez conhecer a História do Brasil de um forma diferente. Pude ter contato com o lado da história contada pelos nativos. Agora, eu sei o que aconteceu com os lusos e os tupiniquins.
Por meio da sua obra, conheci o contexto em que os nativos viviam, tive contato com seus costumes, crenças, modo de pensar e agir. Ou seja, por meio do livro, eu conheci os tupiniquins.
Então, gostaria de te agradecer, Sônia. Sua obra me ensinou muito, pude aprender muito além de questões históricas. Aprendi também questões morais. Obrigada!
 
Beijos,
Amanda Rainha Monteiro
Turma 701 do ano de 2013
Oficina de História da Literatura
Colégio Ambiente Transformador Interativo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 9 de novembro de 2013

Resenhando - Fernando Pessoa em cápsulas

 

Biógrafo do escritor português lança coletânea de frases que ajuda a entender a vida do poeta

Ana Weiss

Te Contei, não ? - Pôquer na sala de aula

Pôquer na sala de aula

Jogo entra no currículo da Unicamp para ensinar estratégias aos estudantes e aprimorá-los em fundamentos da vida profissional

João Loes

TE Contei, não ? - Anotações inéditas de Érico Veríssimo

Cartas, manuscritos, desenhos e originais do autor de "O Tempo e o Vento" serão mostrados na íntegra, em memorial que reunirá o arquivo físico e digital mantido em acervos particulares

Ana Weiss

Entrevista - Antonio Fagundes

"Temos censura que não tivemos nem na ditadura"
 
O ator diz que a produção cultural do País sofre censura econômica exercida pelo governo e pelos gerentes de marketing das empresas que determinam o que vai ou não ser levado ao público
por Wilson Aquino
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ELEIÇÕES
“Eu esperava que o PT fosse um partido íntegro
e não que abrisse outros caminhos de roubo”

Te Contei, nao ? - Flecha ligeira

 

Na Amazônia, um grupo de jovens índios alimenta suas famílias e também o sonho de fazer parte da equipe olímpica de arco e flecha nos Jogos do Rio-2016

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Índios campebas antes do treino que poderá levar alguns deles para a equipe olímpica brasileira de arco e flecha 

Entrevista - Zico - "A ditadura pode ter me tirado da Olimpíada"

Um dos maiores ídolos do futebol brasileiro, autor de mais de 800 gols, Arthur Antunes Coimbra, o Zico, foi um craque dentro de campo e também muito atuante fora dele. Como presidente do sindicato dos jogadores, nos anos 1980, correu atrás de garantir pré-temporada decente e férias aos atletas, além de lutar para que os clubes tivessem maior participação na administração do negócio futebol. Hoje, aos 60 anos, atualmente treinando o Al-Gharafa, clube do Catar, o “Galinho de Quintino” tem acompanhado, a distância, o levante dos jogadores no Brasil que demanda da CBF a participação de atletas no conselho de competições e federações e uma reformulação no calendário de jogos. “Já estava na hora de um movimento do tipo”, diz ele. Pai de três filhos e avô de cinco netos, Zico revela que sua maior frustração no futebol foi nunca ter disputado uma Olimpíada e, na entrevista a seguir, explica por que a prisão de seu irmão durante a ditadura pode ter lhe custado a participação nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1972.
 

Vale a pena assistir - Procure saber


Quem conta um conto ... - Sítio da Análise Sintática

 
 
  Era uma vez em um sítio bem longe da cidade, bem no centro das matas, em uma grande biblioteca mágica, e bem a fundo de um livro gramatical existiam simples seres minúsculos que conversavam e julgavam frases e textos entre si.  Um belo dia ocorreu um importante fato entre eles, que poderia mudar tudo.
 

Te Contei, não ? - Não era proibido proibir ?

Autor(es): Danilo Venticinque
Época - 14/10/2013
 
Vítimas da censura na ditadura militar, Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso agora querem assumir o papel de censor ao defender a proibição de biografas não autorizadas

Crônica do Dia - É probido proibir

"Eu digo não ao não. Eu digo. É proibido proibir. É proibido proibir. É proibido proibir. É proibido proibir.” As repetições não são minhas. São de Caetano Veloso, em música-hino contra a censura e a ditadura, em 1968. Franzino e rebelde, ele reagia às vaias no festival gritando: “Os jovens não entendem nada. Querem matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem”.

Quem conta um conto .... - As vantagens de ser um Sujeito

         As Vantagens De Ser Um Sujeito

(Grupo – Lucas Neiva, Gabriel Martins, Luma Pimentel, Lucas Gouveia / Turma 802 )
 
 



Capítulo 1- Autoestima
 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Artigo de Opinião - Homofobia, até quando ?

Do O Globo
 
 
 
 
 
 
À época, os jovens que os atacaram justificaram sua ação dizendo tê-los confundido com um casal gay. A barbárie está para toda a gente.