sábado, 25 de abril de 2015

Te Contei, não ? - Africanos no Brasil

Africanos no Brasil
DOMINAÇÃO


Os africanos não vieram para a América de livre espontânea vontade, foram trazidos para cá para trabalhar como escravos. Com o avanço das plantações de cana-de-açúcar no Nordeste, na metade do século XVI, os africanos começaram a entrar no Brasil sistematicamente e em maior número.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Te Contei, não ? - A avó do Barbudo

Bárbara Pereira de Alencar foi uma revolucionária da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador. Mãe de José Martiniano Pereira de Alencar, Tristão Gonçalves e Carlos José dos Santos também revolucionários. Avó do escritor José de Alencar.

Te contei, não ? - O Teatro Alencariano - outros olhares

José de Alencar exerceu a carreira de dramaturgo juntamente com o ofício de romancista. Veja-se a representação do escravo nas tragédias burguesas Mãe; e Demônio Familiar

terça-feira, 21 de abril de 2015

Crônicas do Dia - Dilma, você votaria em você ? - Walcyr Carrasco

A presidente Dilma Rousseff lutou contra o governo militar. Tem orgulho disso, porque é um tema que gosta de frisar. Foi presa e cumpriu uma longa pena. Conheci três mulheres que cumpriram pena com Dilma – no mesmo período, cadeia, e por acusações semelhantes. Há muito não temos contato. Mas duas delas foram amigas próximas, na juventude e na maturidade. Com Márcia, a mais próxima, montei um grupo de teatro popular que se apresentava na periferia de São Paulo. Nunca participei da esquerda radical, como Dilma. Boa parte de meus amigos, porém, foi presa e torturada. Outros desapareceram nas mãos dos militares. Quando descobriram o cemitério secreto de Perus, onde vários corpos foram encontrados, lembrei-me de um amigo desaparecido há décadas. Estaria lá? Ainda continuamos sem saber o que realmente houve com ele. Até hoje, muitos corpos da Guerrilha do Araguaia permanecem sem identificação. Mães ainda choram os filhos desaparecidos. Ao menos, queriam saber seus destinos.

Crônicas do Dia - Pátria exterminadora - Tony Bellotto

A narrativa se repete, com pequenas variantes, enquanto a cidade se transforma num deserto

Impátria

Personalidades - Aurora Miranda


RIO - Em meados de 1934, Aurora Miranda estava preocupada. Ela deveria ou não gravar uma marchinha recém-composta por André Filho? A canção, uma tal de “Cidade maravilhosa”, parecia boa aos ouvidos da moça de 19 anos, que, com a maioridade recém-alcançada, passou a se apresentar pelo Rio de Janeiro, sozinha ou ao lado da irmã famosa, Carmen. O problema era que a música entraria na disputa do concurso de marchinhas do carnaval de 1935, e, segundo a lógica altruísta de Aurora, o mais correto seria que a irmã, cantora profissional desde 1928 e já adorada pelo público, emprestasse voz à canção. Por insistência da própria Carmen, no entanto, Aurora cedeu e, hoje, quem ouvir a gravação original, de 4 de setembro de 1934, encontrará uma voz doce, de menina, costurando a letra à melodia que três décadas depois viraria, por decreto do governo, o hino oficial da cidade.

Crônicas do Dia - Debate errado

O psicanalista francês André Green disse certa vez que “a resposta é a infelicidade da pergunta.” O debate sobre a mudança na idade da maioridade penal, então, na minha opinião, está coberto de infelicidades. Por motivos ideológicos ou políticos e conjunturais, muitos debatedores e, especialmente, legisladores, têm muitas respostas, mas poucos deixam claro a que pergunta estão querendo responder.

Te contei,não ? - Pai de aluno reprovado mata professor

Um professor identificado como Cosme Rocha Lima, de 36 anos, foi morto nesta quinta-feira (8) a golpes de facão, no povoado de Fome, situado no município de Barreirinhas, a 252 km de São Luís, após se envolver em uma discussão com um pai de aluno da escola onde ele lecionava.
De acordo com informações da viúva da vítima, em depoimento a polícia, o homicídio teria acontecido após Francisco Diniz de Macena, reconhecido no momento como principal suspeito, não ter se conformado por seu filho ter sido reprovado pelo docente. Depois de longa discussão, o inconformado pai resolveu perfurar o professor nas regiões do joelho, costa e peito, causando assim a morte dele.
Após o crime, Francisco Diniz de Macena fugiu local sem deixar pistas. Apesar das constantes buscas realizadas pela polícia, ele ainda não foi capturado. O homicídio foi registrado na delegacia do município de Barreirinhas, e está sendo acompanhado pelo delegado Cristiano Morita Nocko.

Crônicas do Dia - A favor da redução da maioridade penal

No dia 31 de março, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. Pela primeira vez, um órgão parlamentar reconhece que a matéria não afronta a Constituição e pode continuar sua tramitação no Congresso Nacional, permitindo ampliar o debate sobre essa questão tão delicada e polêmica.
>>  É hora de discutir a redução da maioridade penal com seriedade
Concordo com o parecer da CCJ da Câmara. A redução da imputabilidade penal, hoje fixada em 18 anos pelo Artigo 228 da Constituição, pode ser alterada por emenda à Carta, uma vez que não está entre os direitos e garantias individuais elencados no Artigo 5o, esses, sim, imutáveis.

Crônica do Dia - Contra a redução da maioridade penal - Maria do Rosário

A redução da maioridade penal mexe com dores profundas em um país com índices apavorantes de violações e mortes. A questão não deve ser tratada com ligeirezas. Devemos reconhecer que muitos que se engajam nessa causa podem ter sofrido as dores insuportáveis da violência ou ainda, sinceramente, pensam ter encontrado uma solução simples para um problema complexo. A estes, minha total consideração. Muito diferente é o caso dos que usam o sofrimento alheio para transformar a violência e sua divulgação numa escada para a promoção pessoal.

Crônicas do Dia - Menores de 18 anos não sabem o que fazem - Ruth de Aquino

E por não saberem o que fazem, não podem ser presos, mesmo quando matam a tiros por motivo torpe, por um celular, um par de tênis, uma bicicleta, uma bolsa ou um carro. Eles sabem manejar uma arma, sabem dirigir, podem votar, transam, fazem filhos, não se sentem mais na obrigação de obedecer aos pais. Mas não sabem que tirar uma vida deixa crianças órfãs e pais destruídos. Você acredita nisso?

Resenhando - O mito da democracia racial e o mito das cotas - Helio Gurovitz

Para quem quiser assistir, o vídeo está lá no YouTube. Representantes do movimento negro interrompem uma aula para discutir o regime de cotas na Universidade de São Paulo (USP). Um dos alunos, autor da filmagem, começa a debater com eles. Provocativamente, diz que ninguém proíbe ninguém de entrar na faculdade, basta estudar e passar no vestibular. Num tom sereno, mas que beira o sarcasmo, pede que a aula comece. Ofendidos, os representantes do movimento negro reagem. Não é nada fácil, diz uma representante num tom de voz elevado, entrar na USP tendo estudado em escola pública, na periferia, num ambiente de pobreza, violência e perseguição policial. A discussão esquenta. Lá pelas tantas, o aluno que filma e quer ter aula desfere seu argumento definitivo:
– Eu me considero igual a você.

Te Contei, não ? - O amigo do rei

Um reino em seu apogeu, mas às portas da decadência. Uma família real fisicamente degenerada, maltratada por inúmeros casamentos consanguíneos, habitando um palácio sombrio, por onde vagava uma corte mantida sob o mais rígido protocolo. Em seu epicentro, o comandante absoluto, o rei espanhol Felipe IV, de 16 anos, pintor nas horas vagas, profundo conhecedor de história da arte e colecionador apaixonado. Eis que um de seus ministros, o conde-duque de Olivares, apresenta-lhe um jovem artista de 24 anos, dono de um talento assombroso que rivalizava apenas com sua própria ambição. Foi nesse ambiente épico, de parca mobilidade hierárquica, que Diego Velázquez (1599-1660) iniciaria sua ascensão fulgurante, não apenas do ponto de vista artístico, mas também social.
A história coleciona casos de artistas pobres e geniais que só ganhariam reconhecimento depois da morte. Velázquez é diferente. Foi em seu período de bonança material, sob a proteção do rei, que ele pintou suas obras-primas, exemplares arrebatadores de um barroco realista ao qual ele deu uma dimensão sem precedentes. Quase metade dessas obras – 54 – integra a primeira grande retrospectiva do mestre espanhol na França, Velázquez, em cartaz até o dia 13 de julho no Grand Palais, em Paris.
Reunir esse acervo não foi fácil para o curador Guillaume Kientz, conservador de pintura espanhola do Museu do Louvre e autor de uma monografia sobre o pintor sevilhano. Embora Velázquez tenha sido uma das maiores influências da escola impressionista do final do século XIX – a ponto de Édouard Manet tê-lo apelidado “o pintor dos pintores” –, a França tem apenas dois quadros dele, Demócrito e O apóstolo São Tomás, nos museus de Belas-Artes de Rouen e Orléans. Os museus que têm pinturas do mestre dificilmente as liberam para exposições em outros países – Velázquez é um poderoso atrativo de bilheteria. Nos últimos três anos, Kientz se dedicou a um duro processo de negociações, que resultou numa parceria inédita com o Museu do Prado, de Madri (que emprestou 20 obras ao Grand Palais), e o Kunsthistorisches Museum, de Viena – duas capitais que foram governadas pela dinastia Habsburgo, a do rei Felipe IV. Mesmo assim, a mais famosa pintura de Velázquez, o quadro As meninas, ficou de fora da mostra. “É uma regra do Prado nunca emprestá-lo”, diz Kientz. “As catedrais, enfim, nunca viajam.”
O público que fará sua peregrinação artística a Paris poderá rezar diante de outras catedrais, como o retrato do papa Inocêncio X (à esq.), de 1650, joia do riquíssimo acervo privado da Galeria Doria Pamphili, de Roma. Impressionante por seu realismo, ele causou um misto de estupor e admiração por parte do retratado. “Troppo vero (verdadeiro demais)”, exclamou o Sumo Pontífice ao deparar com seu olhar perfurante, o nariz pronunciado, as imperfeições de pele e da barba, afundados num cenário de ouro e veludos que transpirava sua autoridade máxima. Quatro séculos mais tarde, a tela ganharia nada menos do que 40 versões assinadas pelo artista plástico anglo-irlandês Francis Bacon (1909-1992), um dos papas da pintura figurativa contemporânea. A exposição tem também a Vênus no espelho, único nu de Velázquez – os nus eram proibidos na catolicíssima corte espanhola. Pintado, provavelmente, em sua segunda viagem à Itália, o quadro traz uma mulher, de costas, nua, olhando-se no espelho. Seria ela a amante italiana que lhe deu um filho bastardo, Antonio?

Te Contei, não ? - O baque do petróleo

O cenário não poderia ser mais alvissareiro. Catapultada por investimentos da ordem de 181 bilhões de reais, a economia do Rio prometia dar início a um ciclo de prosperidade inédito. Os mais entusiasmados chegavam a definir a capital fluminense como “a futura Dubai”, uma referência à exuberante cidade dos Emirados Árabes. Assim como nas coruscantes metrópoles do Oriente Médio, o dinheiro fluiria dos monumentais bolsões de petróleo em nosso subsolo. Avaliados em algo próximo a 4 trilhões de reais, os estoques depositados no fundo do oceano propiciariam um crescimento tão espetacular que não teríamos profissionais em quantidade suficiente para suprir as vagas da florescente indústria exploratória da camada do pré-sal. Passados cinco anos das previsões, vivemos uma realidade bastante diferente. Segundo os economistas, experimentamos aquilo que eles chamam de tempestade perfeita, conjunção de fatores que, uma vez combinados, geram efeitos cataclísmicos.

Crônicas do Dia - Amigo de rico - Walcyr Carrasco

Gente que vive como milionário sem botar a mão no bolso. Esse tipo existiu em todos os tempos. Nos romances de Machado de Assis aparecia como o “agregado”. Ou seja, o sujeito que não é parente, mas se cola na vida dos ricos. Em geral é de classe média. Por um acaso da vida, estudou em colégio de elite. Ou teve bolsa, ou a família contou os centavos para dar uma boa educação ao filho. Bem-falante, disponível, tornou-se íntimo dos ricos. E isso se transformou num modo de vida.

Crônicas do Dia - Gastar para economizar - Leda Nagle

Trocar antigos eletrodomésticos, lâmpadas, aparelhos de ar... tudo isso ajuda a abaixar as contas

O DIA

domingo, 19 de abril de 2015

Te Contei, não ? - Os Jogos Olímpicos e os 12 Trabalhos de Hércules.


As olimpíadas começaram bem antes de Cristo. Tão antes, que surgiram sérias dúvidas sobre a data do seu início. Por causa dessas dúvidas, surgiram algumas lendas e mitos.

sábado, 18 de abril de 2015

Te Contei, não ? - O Castigo do açoite



O Castigo do açoite

O povo admira a habilidade do carrasco, que, ao levantar o braço para aplicar o golpe, arranha de leve a epiderme, deixando - a em carne viva depois da terceira chicotada. Conserva ele o braço levantando durante o intervalo de alguns segundos entre cada golpe, tanto para contá - los em voz alta como para economizar suas forças até o fim da execução. Aliás, tem o cuidado de fabricar ele próprio seu instrumento, a fim de facilitar essa tarefa. Trata - se, com efeito, de um cabo de chicote de um pé de comprimento, com sete a oito tiras de couro bastante espessas e bem secas e retorcidas Esse instrumento contundente nunca deixa de produzir efeito quando bem seco, mas, ao amolecer pelo sangue, precisa o carrasco trocá - lo, mantendo para isso cinco ou seis a seus lado, no chão. 
O lado esquerda da cena está ocupado por um grupo de condenados enfileirados diante do pelourinho, onde o carrasco acaba de distribuir quarenta ou cinquenta chibatadas. É natural que, entre os assistentes, os mais atentos sejam os dois negros das extremidades do grupo, pois cabe - lhes em geral a um ou outro substituir a vítima mandada para o pau da paciência, como se chama o pelourinho, por isso suas cabeças abaixam à medida que as chicotadas aumentam.
É no pelourinho que se pode avaliar o caráter do negro castigado e o grau de irritabilidade de seu temperamento geralmente nervoso. Acontece mesmo que se modifique na execução o número de golpes, em vista do esgotamento das forças do indivíduo demasiado impressionável, o que me foi dado verificar com um jovem mulato, escravo de um rico proprietário.
Embora fortemente amarrado, como mostra o desenho, a dor dá - lhe energia suficiente para se erguer nas pontas dos pés a cada chicotada recebida, movimento convulsivo tantas vezes repetido que o suor da fricção do ventre e das coxas da vítima acaba polindo o pelourinho a certa altura. Essa marca sinistra se encontra em todos os pelourinhos das praças públicas. Entretanto, alguns condenados ( e estes são temíveis ) demonstram uma grande força de caráter, sofrendo em silêncio até a última chicotada.
Logo depois de desamarrado é o negro castigado deitado no chão de cabeça para baixo, a fim de evitar - se a perda de sangue, e a chaga, escondida sob a fralda da camisa, escapa assim à picada dos enxames de moscas que logo se põem à procura desse horrível repasto. Finalmente, terminada a execução, os condenados ajustam suas calças e todos, dois a dois, voltam para a prisão com a mesma escolta que os trouxe.
Essas execuções públicas, restabelecidas com todo rigor em 1821, foram suprimidas em 1829 e passaram a ser realizadas então num único lugar, íngreme e pouco frequentado, à porta da prisão do Castelo, que substituiu a do Calabouço, demolida com a construção do Arsenal do Exército.

Jean - Baptiste Debret. Viagem pitoresca e histórica ao Brasil. Tomo Segundo. Belo Horizonte: Itatiaia, São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1989. 

Te Contei, não ? - Os 12 trabalhos de Hércules

Foram tarefas que só podiam ser realizadas por alguém com força sobre-humana, como enfrentar uma serpente de várias cabeças. Na mitologia greco-romana, Hércules era filho de uma mortal com Zeus, o chefe dos deuses. Seu nascimento provocou a ira de Hera, a esposa oficial de Zeus, que mandou duas serpentes matarem o recém-nascido. Este, porém, sem grande esforço, estrangulou as cobras, mostrando desde cedo possuir uma força descomunal. Hércules cresceu, mas Hera continuou a persegui-lo e usou seus poderes para provocar um acesso de loucura no herói, que acabou matando a própria esposa e os filhos. Quando Hércules recuperou a razão, procurou o Oráculo de Delfos - o mais famoso templo de consulta às divindades gregas - para buscar orientação sobre como enfrentar a tragédia.

Te Contei, não? - Os 12 trabalhos de Hércules para formar um homem

Os 12 trabalhos de Hércules para formar um homem

A história não está aqui para ser contada que Hércules, o filho de Zeus, era invencível. 
Apesar de sua força descomunal, quando ela a utilizava de forma errada, ela era mais prejudicial para ele do que ela poderia ajudá-lo.
Primeiramente essa história não se trata sobre um brutamontes que vencia a tudo sobre com a força, isso é falso, é o que se pensa de primeira, porém ainda sim é falso.
Ele é um indivíduo com força sobrenatural, mas toda vez que ele usa a força bruta, ele fracassa. 
Para poder realizar esses trabalhos, ele conta com 3 potências, a deusa Atena, deusa da sabedoria, o deus Hermes, que ensina os caminhos, que ensina os meios de encontrar solução na sua vida, e a terceira é Eros, que ensina a fazer tudo com paixão, se entregar completamente.
Hércules, é bruto, mas ele acaba sendo educado a vencer sua brutalidade, e é o caminho do herói. Se tornar o melhor possível.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Crônica do Dia - Dói, mas tem cura - Zuenir Ventura

Brasil de hoje é melhor do que o dos militares, tanto quanto Portugal de agora, com ex-primeiro-ministro preso por corrupção e a recessão, é melhor do que o do salazarismo

Resenhando - O fio da memória de Conceição Evaristo

RIO - “A beleza enche os olhos d água”, disse certa vez a poeta Adélia Prado. Assim viajamos no tempo ou na correnteza cristalina de lágrimas que jorram desse manancial de emoções chamado Conceição Evaristo.
Em seu novo livro de contos, “Olhos d’água” (Pallas/Seppir/FBN), a escritora, marcada pela mineirice e pelo engajamento no movimento de mulheres negras, reconta histórias da sua “escrevivência”, motor de todo o universo narrativo que, ao longo dos últimos anos, a transformaram em uma autora bastante engajada e, sobretudo, estudada, nas academias dentro e fora do Brasil — em março, foi um dos nomes mais festejados da delegação brasileira no Salão do Livro de Paris.

Artigo de Opinião -

Sempre quando um cidadão morre vítima de bala perdida no Brasil, tristemente boa parte no Rio, ouço as autoridades dizerem que “foi uma fatalidade”

O DIA

Rio - Sempre quando um cidadão morre vítima de bala perdida no Brasil, tristemente boa parte no Rio, ouço as autoridades dizerem que “foi uma fatalidade”. Não foi. Tanto eu quanto você poderíamos relatar as prováveis causas, que nada têm a ver com o significado da palavra, empregada de forma errada, colocando a explicação no plano transcendente ou religioso.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Te Contei, não ? - A Dama das Camélias

A adorável Marguerite Gautier, protagonista do romance cujo título é seu apelido,
Dama das Camélias, foi inspirada em Marie Duplessis, amante do autor, Alexandre Dumas Filho. O narrador a definiu como “uma dessas damas que esparramam, em Paris, a insolente opulência de sua beleza, de suas joias e de seus escândalos”, mas eu acho que ela é muito mais do que isso. No início do romance, Marguerite já está morta, vítima de tuberculose.  Num leilão estão à venda os móveis da falecida cortesã,  e o narrador diz que Deus fora clemente com ela por tê-la deixado “morrer em seu luxo e beleza”.

Charges


Charges


Charges


terça-feira, 14 de abril de 2015

Te Contei, não ? - Relatos de cativos no Brasil em 1ª pessoa revelam de forma pungente seu sofrimento



Histórias chegaram a virar enredos nos Estados Unidos

POR LEONARDO VIEIRA

Te Contei, não ? - Os mistérios de São Jorge


RIO — Dizem que ele resistiu a venenos, ressuscitou 300 mortos, derrotou um dragão. Dizem. Porque a existência de São Jorge é, de longe, uma das mais questionadas do cristianismo. Os documentos que comprovariam sua trajetória foram destruídos ao longo de dois séculos pela própria Igreja, temorosa de que a fama do mártir pudesse obscurecer até a de Jesus. Para especialistas ouvidos pelo GLOBO, a tentativa de apagar a biografia do santo teve efeito inverso — em vez de retirá-lo dos altares, fortaleceu a sua devoção. A imagem do guerreiro sobre um cavalo conquistou de cruzados ingleses a escravos africanos, e o reconhecimento final veio nos últimos 15 anos, quando ele ganhou definitivamente o crédito de “santo de máxima importância”.

Te Contei, não ? - José de Alencar- um "escravocrata" abolicionista

José de Alencar, um "escravocrata" abolicionista

O fundador do romance nacional é injusta e precariamente tido como escravagista. É o que defende, em artigo, o pesquisador Nathan Matos

Te Contei, não ? - Somos todos Manuel


Compositor, arranjador e produtor viu a música que compôs em 88 com a ex-namorada, ‘Manuel’, ganhar as redes sociais nos últimos dias em posts de fãs e detratores do cantor


RICARDO SCHOTT

Crônicas do Dia - Funcionário exemplar - Luiz Antonio Simas

O príncipe resolveu honrar Patrício com o título de Gentil Homem do Reino e funcionário da Real Fazenda

O DIA

domingo, 12 de abril de 2015

Te Contei, não ? - Diva

O romance urbano de Alencar segue muitas vezes o padrão do típico romance de folhetim, retratando a alta sociedade carioca com todas as suas belas fantasias de amor. O romancista, no entanto, vai além: por trás de toda a pompa e final feliz onde todos os segredos e suspenses que se desenvolvem nas complicadas tramas são desvendados, está a crítica, a denúncia da hipocrisia, da ambição e desigualdade social. Alencar se especializou também na análise psicológica de suas personagens femininas, revelando seus conflitos interiores. Essa análise de caráter mais psicológico do interior das personagens remete sua obra a características peculiares dos romances realistas, sobretudo de Machado de Assis.

Diva


faz parte desta lista de romances urbanos.

A protagonista Emília, personagem central do romance, é uma jovem mimada, filha de um rico capitalista do Rio de Janeiro. Busca incansavelmente um marido mais interessado em amor que em dinheiro.

Em Diva, José de Alencar, tem um narrador, Amaral, que conta toda as suas aventuras romanescas com Emília, para Paulo, o personagem que Lúcia amou, em Lucíola. A história do médico Amaral e Mila é apresentada por Paulo.

"Foi em março de 1856. Havia dois meses que eu tinha perdido a minha Lúcia. Sentia a necessidade de dar ao calor da família uma nova têmpera à minha alma usada pela dor. Parti para o Recife. A bordo encontrei o Dr. Amaral, que vira algumas vezes nas melhores salas da Corte. Formado em medicina, ela ia a paris fazer o estádio quase obrigatório dos jovens médicos brasileiros. [...] Um belo dia recebi uma carta de Amaral; envolvia um volumoso manuscrito, que é o que lhe envio agora, um retrato ao natural, a que a senhora dará como ao outro, a graciosa moldura".
Amaral, moço de vinte e três anos, negro apaixona-se por Emília, moça rica que não era muito provida de beleza, mesmo porque, a sua prima Júlia, a chamava de "esguicho de gente". Contudo, os anos passaram-se, aquela que era feia, tornou-se a bela dos salões, uma verdadeira beldade.

"Quando aos dezoito anos ela pôs o remate a esse primor de escultura viva e poliu a estátua de sua beleza, havia atingido ao sublime da arte. Podia então, e devia, ter o nobre orgulho do gênio criador. Ela criara o ideal da Vênus moderna, a diva dos salões".

Te Contei, não ? - A Pata da Gazela de José de Alencar

O romance A Pata da Gazela

foi escrito baseado no conto A Cinderela. O autor aproveita-se do enredo, no qual uma jovem, ao entrar apressada dentro de uma carruagem, perde um par de seu sapato, que é encontrado por um rapaz. Inquietado pelo calçado, ele sai à procura da dona do objeto, não desistindo até encontrá-la. A partir daí, o romancista desenvolve seu enredo, um texto irônico e crítico sobre a sociedade brasileira do século XIX. O livro é a tentativa de José de Alencar de mostrar como o amor deve ser, não pela plástica como o de Horácio, mas pela alma como o de Leopoldo.

Artigo de Opinião - A vaca tossiu de novo !

Como explicar empenho deste Congresso em promover lesões aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, quando nem a ditadura militar conseguiu tal façanha

O DIA

Artigo de Opinião - Um avanço civilizatório

O DIA
Rio - Os primeiros dados extraídos após a adoção, em fevereiro, da audiência de custódia pelo Tribunal de Justiça de São Paulo revelam que 40% das prisões em flagrante foram revogadas pelos magistrados em razão da ausência de necessidade de sua manutenção. Os números comprovam o sucesso da iniciativa e tornam urgente a disseminação do projeto para outros estados, inclusive no Rio de Janeiro, com o objetivo de reduzir o número de prisões desnecessárias.

Artigo de Opinião - Valor da vida na favela

A lamentável perda do filho de Alckmin decorreu de risco assumido. O mesmo não aconteceu com o menino Jesus, morto na Semana Santa

O DIA

Te Contei, não ? - O pulmão do mundo está ofegante

Rio - Aumento na mortalidade de árvores na Amazônia está afetando a capacidade da floresta de absorver gás carbônico (CO2) e limpar nosso ar. O gás armazenado pelo bioma na década de 1990 chegou a dois bilhões de toneladas por ano. De 2000 para cá, a capacidade se reduziu até chegar a um bilhão de toneladas de CO2 por ano: queda de 50% em pouco mais de 20 anos. O estudo, publicado na revista ‘Nature’, considerou áreas que não sofreram consequências diretas de atividades humanas. 

domingo, 5 de abril de 2015

Charge








Carta ao Eduardo, criança de 10 anos, morta a tiro ao subir, ontem, o Morro do Alemão

Por Nara Rúbia Ribeiro

Eduardo, não sei se lhe disseram isso. Mas viver é algo muito perigoso. Quando menos se espera,  a morte nos toma de assalto, enquanto a gente caminha satisfeito porque a professora de Geografia não notou a tarefa mal feita e sorri pensando na comida da mãe ou na pelada a jogar no campinho de terra logo mais com os amigos.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Te Contei, não ? - As mulheres de José de Alencar

O romancista e dramaturgo José de Alencar (1829-1877), que até hoje desfruta de boa popularidade, foi visto como imoral em sua época e em parte do século XX, irritando conservadores e moralistas pelas cenas, inclusive de erotismo, que produziu, especialmente em perfis de mulheres, como Lucíola, Diva e Senhora.

Conhecendo um pouco melhor o Barbudo do Segundo Império

José Martiniano de Alencar (Messejana1 CE 1829 - Rio de Janeiro 1877). Romancista, cronista, dramaturgo, ensaísta e político. Seus primeiros anos de vida são marcados por mudanças e viagens, determinadas pela vida política do pai, também José Martiniano de Alencar, até que, em 1839, se muda definitivamente para o Rio de Janeiro. 

Personalidades - José de Alencar

José de Alencar se envolveu em diversas polêmicas literárias e políticas: entre 1850 e 1870, as três décadas de sua atividade intelectual, seu nome esteve confrontado com grandes vultos contemporâneos: Gonçalves de Magalhães, D. Pedro II, Franklin Távora, Joaquim Nabuco e outros. As contendas incidiam nas questões mais urgentes da época: a Abolição, a identidade nacional, a representação literária do índio e dos tipos regionais, a constituição da língua brasileira, etc. Na maioria dos casos, Alencar pouco traiu suas convicções: foi quase sempre conservador e romântico.

Personalidades - José de Alencar

por Luiz Ruffato
 


Lembro-me que nos meus tempos de escola ainda se discutia qual o maior escritor brasileiro de todos os tempos, se José de Alencar, se Machado de Assis, ambos os lados defendidos com ardor por leitores e especialistas. Com o tempo, cresceu o prestígio do autor de Dom Casmurro - sua complexa obra, cada vez mais estudada, no Brasil e no exterior, vem alçando alturas impensáveis, assegurando- lhe o legítimo lugar no panteão da literatura universal. A fama do autor de Iracema injustamente decaiu. Escasseiam os trabalhos acadêmicos e seu nome ainda circula quase exclusivamente em função da obrigatoriedade da leitura nas escolas. Por isso, a importância de O inimigo do rei, do jornalista Lira Neto, que se junta às pouco mais de uma dezena de biografias de José de Alencar, um número minúsculo dada a importância do personagem. 

Te Contei, não ? - Os desencontros de José de Alencar e Dom Pedro II

O escritor José de Alencar (1829-1877), autor de O guarani, Iracema, Senhora e mais 17 romances, morreu com fama de polemista. Viveu numa época em que os leitores dos jornais da Corte acompanhavam avidamente os exaltados debates conduzidos por “homens de letras” sobre os mais variados assuntos da vida política e cultural. O historiador Antônio Edmilson Rodrigues definiu José de Alencar como um “poeta armado”, por deixar sua pena sempre à disposição de um bom combate, na imprensa ou no Parlamento, como forma de defender suas idéias e levantar questões nacionais.

Te Contei, não ? - Os desencontros entre José de Alencar e Dom Pedro II



Muitos, da geração atual, não sabem que José de Alencar (Messejana) (1829-1877) morreu jovem, aos 48 anos, teve um grande desentendimento com o Imperador dom Pedro II.

Conotação -


Artigo de Opinião - Revolucionar a escola - Frei Betto


Sem um projeto claro, a escola corre o risco de ficar refém da camisa de força da sua grade curricular

Artigo de Opinião - Militarismo e misticismo - João Batista Damasceno


É preocupante a formação no seio de seitas neopentecostais de grupos de “gladiadores de Cristo”



O DIA

É bom saber - O que foi a Chacina da Candelária ?

A Chacina da Candelária, como ficou conhecido este episódio, foi uma chacina que ocorreu na noite de 23 de julho de 1993, próximo à Igreja da Candelária, localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro. Neste crime, oito jovens (seis menores e dois maiores de idade) sem-teto foram assassinados por policiais militares

Te Contei, não ? - Pais de alunos estão entre os principais autores de bullying contra professores na internet, diz estudo


É bom você saber - O que foi a Chacina da Candelária ?

Massacre, ocorrido em 23 de julho de 1993, resultou na morte de 8 crianças e adolescentes moradores de rua. Quatro PMs chegaram a ser presos, mas cumpriram apenas parte da pena


Te Contei, não ? - Conhecendo um pouco mais do Barbudo !!!

A prosa de ficção surgiu no Brasil por meio de um gênero literário, o romance, e nosso primeiro romancista foi o fluminense Joaquim Manuel de Macedo, com o best-seller (1865)" e "Ubirajara", de Alencar (1874);


Artigo de Opinião - Licença para matar - de volta à Candelária 22 anos depois



“Redução da maioridade penal sinalizará para a ‘corja de assassinos covardes’ que a temporada de caça foi reaberta. Não demorará muito para termos cinquenta ou cem Candelárias”, diz filósofo

Bajonas Teixeira de Brito Junior *

Você Decide - Redução da Maioridade Penal

Após a morte de um estudante em Belém por um adolescente de 17 anos foi reaberto o debate sobre readução da maioridade penal. A reportagem de O Imparcial traz dois especialistas: um a favor e outro contra.

Sandra Viana

Você decide - Redução da Maioridade Penal


Movimento composto por mais de 80 entidades faz campanha contra a PEC 33, em discussão no Senado. Para eles, além de inconstitucional, proposta é inviável. Veja os argumentos apresentados

Você Decide - Redução da Maioridade Penal

Contra:

*Carmen Silveira de Oliveira

A redução da maioridade penal não é uma saída para resolver o problema da violência juvenil. A gente entende que o medo da população em relação à sua própria segurança urbana exista, mas é notório - e os números confirmam isso - que os delitos cometidos por adolescentes correspondem a menos de 10% do total de crimes cometidos no País e não constituem o foco de criminalidade no Brasil.






Vale a penas assistir - O Bruxo do Cosme Velho

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Você decide - Redução da maioridade penal - A favor ou contra ?


De tempo em tempo, a população brasileira, tão cansada de ser massacrada pelos criminosos e roubada pelos políticos corruptos, manifesta democraticamente seu interesse por medidas que trariam uma maior segurança a nossa sociedade. Mas, não é do interesse de alguns defensores do “direitos humanos” que alguns daqueles que são seus defendidos venham a pagar por suas atitudes.

Crônicas do Dia - Brasil, volte sete casas - Flávia Oliveira

Dono da terceira maior população carcerária do mundo, país prefere debater redução da maioridade penal a ressocialização

Te Contei, não ? - As principais características do Bruxo do Cosme Velho


Visão objetiva e pessimista da vida, do mundo e das pessoas.
Análise psicológica profunda das contradições humanas na criação depersonagens imprevisíveis, jogando com insinuações em que se misturama ingenuidade e a malícia, a sinceridade e a hipocrisia.
Crítica irônica das situações humanas, das relações entre as pessoas edos padrões de comportamento. Casamento, família, religião (idéiasburguesas) são envenenados pelo interesse, pelas segundas intenções epela malícia.
Linguagem: estilo conciso, sentenças curtas, equilíbrio entre a linguageme o conteúdo. Não se preocupa em descrever fisicamente os ambientes eos personagens. As descrições prendem-se aos aspectos psicológicosmais marcantes.
Envolvimento do leitor pela oralidade da linguagem, pelas surpresas deque suas histórias (contos e romances) estão cheias e pelas “conversas”que o narrador estabelece freqüentemente com o leitor, transformando emcúmplice e participante do enredo (metalinguagem).
Citação de autores clássicos e da bíblia (cultura e intertextualidade).
Reflexão sobre a mesquinhez humana e a precariedade da sorte humana.
Atitude de escárnio diante do poder.
Os aspectos externos (tempo cronológico, espaço, paisagem) são apenaspontos de referência, sem merecerem maior destaque.
Enredo não segue uma ordem cronológica (de tempo em linha reta, tipopresente-passado e futuro), antecipando a forma moderna de escrever literatura.
Infidelidade: é amplamente enfocada e torna-se curioso como Machado deAssis prioriza a traição feminina (ver, em Dom Casmurro, Capitu).
Fazem parte da criação machadiana mulheres dissimuladas, mulheresambíguas, mulheres muito sensuais e, principalmente, astuciosas. Nãosão nem um pouco frágeis como as mulheres românticas, pois Machadovia a mulher como um ser dominador. Por esse motivo, deu às váriasmulheres presentes nas suas obras nomes bem fortes: em Dom Casmurro, Capitu sugere a idéia de “capitã”, de comandante; em QuincasBorba, Sofia sugere a idéia de “sabedoria”, entre outras.
“Aquele ruinzinho”, foi a forma que X., grande amigo meu e leitor voraz, definiu o primeiro romance de Machado de Assis. Armado, apenas de faca e garfo em mãos, pois almoçávamos juntos, não tive resposta, pois ainda não havia lido tal romance. Corri atrás do prejuízo e li
Ressurreição.

Te Contei, não ? - Desintoxicação digital

RIO - Eles estão nos bolsos e mãos de 1,75 bilhão de pessoas em todo o mundo, o dia inteiro. Mas talvez seja importante guardar os celulares na gaveta com mais frequênica. Segundo o estudo AdReaction 2014, da consultoria Millward Brown, o brasileiro gasta em média 149 minutos no smartphone, e outros 66 minutos no tablet. Pode parecer pouco, mas representa quase 15% das 24 horas de um dia, sem contar o tempo em frente ao computador. Há benefícios da tecnologia, no trabalho e para o entretenimento, mas o abuso pode causar prejuízos. Diante disso, aos poucos, surgem defensores da desconexão.