segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Personalidade - Umberto Eco - caçador de historias perdidas

 

O escritor italiano lança novo livro no qual mostra como lugares imaginários, a exemplo de Atlântida e Shangri-lá, passaram a povoar a cultura universal e a visão do homem sobre eles através dos tempos

Ana Weiss

Te Contei, não ? - Memória terapéutica

 

Cientistas descobrem que a depressão, o alcoolismo e a obesidade podem ser tratados com a ajuda das recordações dos pacientes

Mônica Tarantino

Te Contei, não ? - Vingança Mortal

 

Dois casos de adolescentes que se mataram após terem sua intimidade exposta na rede mostram o quanto os jovens são suscetíveis a esse tipo de crime virtual e como a legislação brasileira ainda é falha

Fabíola Perez

Entrevista - Luiz Carlos Santos

Luta contra a opressão
 
Militante do movimento negro, Luiz Carlos Santos fala sobre a trajetória de Luiz Gama, um dos símbolos da luta abolicionista

Por Priscila Gorzoni*

Te Contei, não? - Tróia - a guerra dos deuses

Por dez anos, em algum momento entre os séculos XII e XIII a.C., gregos e troianos se confrontaram nas portas da cidade de Tróia. O conflito que envolveu homens e deuses foi narrado por Homero, educou os gregos antigos e marcou o fim de um período importante da história da Hélade

POR RODRIGO GALLO
OLHE PARA A QUEIMA DE TRÓIA, DE JOHANN GEORG TRAUT
Quadro do pintor alemão Johann Georg Trautmann (1713-1769) mostra o momento em que os gregos conseguiram invadir a cidade de Tróia usando o cavalo de madeira, o famoso "presente de grego"

Entrevista - Luiz Antônio Aguiar, o guardião da tradição machadiana de histórias

Especialista em um dos escritores mais importantes da história nacional, Luiz Antonio Aguiar, um velho conhecido das crianças por seus livros infantis, consagra-se como um nome de destaque com a nova adaptação para as histórias em quadrinhos de O alienista. e avisa: não descansará enquanto não mostrar o valor de seu autor preferido para a nova geração

Por Sérgio Pereira Couto
        

Te Contei, não ? - Memórias e histórias de cativeiro e liberdade





Memórias e histórias de cativeiro e liberdade
Há 120 anos os escravos brasileiros eram libertados. O que faziam e quem eram os cativos tão importantes para a formação nacional

POR FLAVIO GOMES E PIETRA DIWAN
        
SHUTTERSTOCK

A escravidão marcou a sociedade brasileira de várias formas. Foram quase 400 anos de trabalho escravo com indígenas e africanos. O fim da escravidão para várias sociedades nas Américas começou nas primeiras décadas do século XIX. O Brasil - que recebeu cerca de 40% de todos os africanos escravizados enviados para as Américas - foi o último país a abolir a escravidão. Não muitos anos depois do 13 de maio de 1888, setores das elites, intelectuais, cientistas e literatos já falavam da escravidão como coisa de um passado muito distante. A idéia era apagar a "mancha" da escravidão e eliminar a memória das lutas abolicionistas do final do século XIX. Escravos e libertos eram transformados em "negros" e "pretos" numa perspectiva racial de classificação estigmatizante das novas hierarquias sociais do alvorecer do século XX. A abolição não foi acompanhada de políticas públicas que garantissem terras, educação e direitos civis plenos aos descendentes de escravos e libertos. Pelo contrário, políticas públicas urbanas e higienistas refundaram as diferenças sob novas bases sociais e étnicas. Até a década de 1930, o 13 de maio era feriado nacional e com festas cívicas, além de comemorações populares. Apesar da manutenção de faces da desigualdade, descendentes de escravos e mesmo libertos comemoravam - se não a cidadania plena - a liberdade conquistada com a Lei Áurea. O passado não era muito distante. Mesmo hoje não seria difícil encontrar pessoas de mais de 90 anos de idade e filhos diretos de escravos nascidos antes de 1871, quando uma lei decretou o ventre livre para mães cativas. Caso seus pais tivessem também alcançado a idade semelhante, teria falado como foi ser escravo até os 20 anos de idade. A geração negra mais idosa alcançada hoje nos nossos censos modernos e abrangentes do IBGE pode ser filha e é predominantemente neta de ex-escravos do 13 de maio de 1888.
Ainda conhecemos pouco sobre o pós-emancipação no Brasil. O que representaram, em áreas rurais e urbanas, as primeiras décadas da liberdade para milhares de homens e mulheres - e seus filhos, netos e sobrinhos - que conheceram a escravidão? Já sabemos mais, e cada vez melhor, como viveram os escravos e como pensaram os senhores nos séculos XVII, XVIII e XIX. A influência da África no Brasil tem sido um importante eixo dos renovados estudos sobre o tráfico negreiro e seus impactos, os cenários de captura, embarque e desembarque, assim como comparações com outras áreas coloniais. Da mesma maneira, as imagens de uma África précolonial homogênea ou do comércio europeu, visto somente a partir do mercantilismo, têm sido rediscutidas em pesquisas nas universidades brasileiras e procuram redefinir os interesses do mercado de escravos também pelas dinâmicas internas das várias sociedades africanas e suas transformações, inclusive participando de várias maneiras no tráfico negreiro. Ao contrário das perspectivas quantitativas e generalizantes, útil também tem sido repensar as origens e culturas africanas no Brasil, não só enfatizando os ciclos do açúcar, do ouro e do café e suas áreas econômicas correspondentes, mas igualmente outras rotas africanas, impactos demográficos e as redefinições das identidades africanas na diáspora. O cotidiano de escravos, libertos, senhores e fazendeiros surgem como novas pesquisas e enfoques diversos.
Por essa razão, a revista Leituras da História preparou esse dossiê especialmente para comemorar os 120 Anos da Abolição da Escravidão no Brasil. Mostrando como novas pesquisas desenvolvidas em programas de pós-graduação de universidades de norte a sul do país podem ajudar a sociedade brasileira a entender e refletir sobre os caminhos que levaram a escravidão no Brasil a ser uma das mais longas e diversificadas do planeta. Esse fato não merece nenhum mérito especial e, se merece alguma atenção, é pelo compromisso com a diversidade dessas pesquisas que pretendem captar e elucidar fragmentos de um período tão complexo e importante da história brasileira que ainda tem muito a ser contada.

FLÁVIO GOMES é professor do departamento de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro
PIETRA DIWAN é editora e mestre em História pela PUC-SP
A Bahia de São Salvador de todos os santos e africanosBrasil e Caribe: a escravidão e o gosto amargo do açúcarOutras rotas de um comércio atlântico
Moradias da resistênciaSaúde e doença escravaLiberdade na Pia batismal
A falência da escravariaPor entre quilombos e senzalasPioneiros da abolição
 
Heranças africanas da invenção da liberdade
 

Te Contei, não ? - Teria Noé aportado no Novo Mundo ?

PERPLEXIDADE DAS AMÉRICAS
TERIA NOÉ APORTADO NO NOVO MUNDO?
Em uma época de transição entre a religião e a ciência, a descoberta do Novo Mundo gerou animais imaginários e as mais bizarras teorias

POR CHRISTIAN FAUSTO MORAES DOS SANTOS*
        
 

Te Contei, não ? - Heroísmo a cavalo

Como nobres decadentes da Idade Média originaram ideais que resistiram à modernidade e moldaram o Romantismo

POR MARCOS ANTÔNIO LOPES

Te Contei, não ? - Posse e dominação no mundo clássico


Escravidão e liberdade no seio da antiguidade



Bem antes da invenção das máquinas a vapor, a principal fonte de energia produtiva era o corpo humano. Isso transformava a liberdade assalariada em exceção e o uso de homens cativos, em regra

Por FÁBIO DUARTE JOLY

Te Contei, não ? - Rio acima com os índios

 



"O índio tem uma acentuada disposição para o humor, para a zombaria. Não é só o branco que passa algum tempo entre eles que recebe, já nos primeiros dias, um apelido. Cada índio também tem o seu, de acordo com suas particularidades físicas que se destacam ou hábitos estranhos."

Personalidade - Padre Vieira, o principe dos Jesuítas





Padre Vieira o príncipe dos Jesuítas
Há 400 anos, nascia um jesuíta tão eloqüente que aconselhava o rei português e argumentava com Deus em pessoa

Por MARCOS ANTÔNIO LOPES

Te Contei, não ? - Os Mitos Medievais

 
 
 
 
 
 
Mitos e lendas da idade média
Marcada como um período de transição, a Idade Média foi o auge do domínio da Igreja Católica e deixou uma relação de histórias que envolvem santos e ícones religiosos lembrados até hoje em livros e filmes

POR SÉRGIO PEREIRA COUTO

domingo, 29 de dezembro de 2013

DIMENSÕES SOCIAIS DE QUIXOTE
As armas e letras de Miguel de Cervantes
Dom Quixote de La Mancha, a obra-prima de Miguel de Cervantes, foi o instrumento do escritor espanhol para combater o obscurantismo cultural de seu tempo

POR MARCOS ANTÔNIO LOPES

Te Contei, não ? - Uma relação tao delicada

Uma relação tão delicada

Embora de origens musicais distintas, Roberto Carlos e Caetano Veloso construíram uma amizade de décadas, com homenagens mútuas. O racha no grupo Procure Saber provocou o rompimento dos dois

Michel Alecrim
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Artigo de Opinião - Cotas, inclusão e risco Brasil

 

Incluir negros no setor público e no consumo conta mais do que apertar a política fiscal

Te Contei, não ? - As lições dos mais fortes

 

Estudos científicos decifram mecanismos psicológicos e cerebrais que levam uma pessoa a se recuperar melhor e mais rapidamente do sofrimento. E apontam os caminhos para desenvolver essa capacidade

Mônica Tarantino

Te contei, não ? - Livros de Bolsa

Açucarados, leves, bem-humorados, os chik lit (ou romance de mulherzinha) são disputados em feiras literárias internacionais e estouram nas vendas tratando de questões como casamento, dieta e moda

Ana Weiss
Confira, em vídeo, as adaptações para o cinema de obras literárias destinadas especialmente ao público feminino:
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As autoras não gostam do termo, as livrarias quase não o usam e as editoras mais chiques o evitam, mas o “chick lit”, subgênero da ficção voltado para o público feminino (carinhosamente apelidado de romance de mulherzinha), ganha cada vez mais espaço em corações e estantes e tem sido uma das grandes apostas das casas editoriais. Tanto que o último livro de uma das mais conhecidas heroínas dessa vertente literária, Bridget Jones, chega às livrarias com o subtítulo “Louca pelo Garoto” mantendo a marca de sexto colocado na lista dos mais vendidos do jornal “The New York Times”.
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Na frente, inclusive, de “50 Tons de Cinza”, maior fenômeno de vendas dos últimos tempos, mesmo sendo o menos divertido dos três da série escrita por Helen Fielding. A Companhia das Letras comprou o título, que era publicado desde os anos 1990 no Brasil pela Record. Agora cinquentona, a personagem inclui novos números em suas contas diárias. Além de calorias, passou a calcular os seguidores perdidos por tuitar bêbada e a quantidade de piolhos encontrada na cabeça dos filhos. A esperteza de Helen Fielding na apresentação dos pensamentos que se atropelam na cabeça de Bridget não perdeu a graça. Mas funcionava melhor quando a protagonista se debatia com a crise dos 30. Ainda assim, a Companhia das Letras, pouco afeita a subgêneros da moda, resolveu apostar no filão em que não tinha muitos títulos. E não foi só ela.
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Na Feira de Frankfurt, realizada em outubro na cidade alemã, “I Take You”, de Eliza Kennedy, foi alvo de disputa de três grandes editoras brasileiras. Quem arrematou os direitos de publicação foi a Rocco. “A autora discute as relações amorosas atuais e trata da relação/instituição chamada casamento, que resiste a tudo e vale a pena”, resume a gerente editorial Vivian Wyler, que apostou no romance, ainda sem título em português. A Rocco não costuma errar em suas tacadas. Em 2005, lançou “Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você”. A história de Greg Behrendt e Liz Tuccillo acabou quatro anos depois adaptada para o cinema com Jennifer Aniston e Drew Barrymore nos papéis principais – foram mais de dois milhões de livros vendidos.
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“A Companhia das Letras publica obras de qualidade, que nós mesmos gostaríamos de ler. É ainda melhor, claro, quando um bom livro tem também a possibilidade de atingir o grande contingente de novos leitores que há no Brasil. Por isso “Bridget Jones: Louca pelo Garoto” surgiu com um projeto privilegiado”, diz Rita Mattar, da Companhia. Ela lembra que “O Diário de Bridget Jones” foi um dos livros que inspiraram a criação do próprio termo “chick lit”. “Em muitos aspectos, Helen Fielding é pioneira no gênero e reconhecemos o valor da honestidade e da irreverência com que ela retrata o cotidiano da mulher contemporânea.” Lançado em 1996, o primeiro volume da série é considerado um dos dez romances que melhor definem o século XX segundo uma pesquisa realizada pelo jornal inglês “The Guardian”.
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 Na época, vendeu 160 mil exemplares no Brasil, informa a editora Record, que há mais tempo aposta na chick lit em território nacional. O grupo é dono dos glamourosos “O Diabo Veste Prada” e “Sex and The City” e de suas continuações, como “A Vingança Veste Prada”, lançado em agosto no Brasil. E aposta em novos talentos, como a brasileira Carina Rissi, autora do sucesso instantâneo “Procura-se um Marido”, que esgotou em menos de um mês. Lançado pela Verus, do mesmo grupo Record, sua primeira leva teve 20 mil exemplares, pirateados a rodo. Ainda assim, foi preciso reimprimir. Helen Fielding explica a popularidade de Bridget pelo fato de suas atitudes carregarem o zeitgeist (espírito de época) de sua geração. Carina Rissi prestou atenção à dica. O próximo livro da autora, “Perdida”, deve chegar às prateleiras como dica de Natal – e já está vendido para o cinema.  


Revista Isto É

Artigo de Opinião - Pedro II de excelência

Pelo Pedro II passaram inúmeros presidentes da República,

O Dia

Crônica do Dia - Apagão verbal, mental e moral

DORRIT HARAZIM
 
 
 
A entrevista durou cerca de uma hora e meia e foi concedida na manhã da sexta-feira 22 de novembro.
 

Artigo de Opinião - Previsões para 2014 - Marcus Tavares

 

Na Umbanda, 2014 será regido por Xangô, com influências de Iansã

O Dia
Rio - No horóscopo chinês, o ano de 2014 será regido pelo cavalo de madeira, que retorna depois de 60 anos. Promete ser um calendário de mudanças, descobertas, invenções e decisões. De muita turbulência e que vai passar bem rápido. Será também um período com muito humor, em que as pessoas estarão mais românticas e amorosas.
Na Umbanda, 2014 será regido por Xangô, com influências de Iansã. Xangô é o orixá dos raios, dos trovões e do fogo. É viril e atrevido, violento e justiceiro. Castiga mentirosos, ladrões e malfeitores. É o orixá da justiça. Já Iansã é a deusa dos ventos e das tempestades. Traz otimismo e amor.
A astrologia afirma que o planeta regente de 2014 será Júpiter. Tempo de crescimento e expansão, no qual o ser humano precisará se reencontrar com a espiritualidade. Ano bom para mudar o rumo da vida, lutar por uma grande paixão, trocar de emprego, romper relacionamentos, realizar os sonhos. Júpiter é o planeta do sucesso e da boa sorte. Já a numerologia diz que a vibração do número 7 é que vai reger o ano.
Previsões, previsões... como elas fascinam e instigam. Quando criança, todo fim de ano, costumava ler e assistir aos programas de TV sobre o que os astros reservavam para nós. Sempre me prometia que iria guardar ou gravar as previsões para consultá-las no fim do calendário. Nunca fiz isso. Com o passar dos anos, o interesse pelas previsões foi diminuindo.
Ainda procuro saber algumas orientações, mas, talvez, a idade vai mostrando que o que importa mesmo é você.
Todas essas previsões ajudam? Quem sabe. O certo é: são as nossas ações e escolhas que fazem toda a diferença. Acredito numa força suprema, no Deus, sempre presente e disposto a ajudar e proteger, se quisermos, se pedirmos. Porém, somos nós que escolhemos o caminho. A frase é batida, mas é isso mesmo: colhemos o que plantamos. Portanto, não é o ano novo que pode ser diferente. É você que faz o ano ser diferente e melhor, mesmo com as adversidades e surpresas da vida, que, em relação a elas, só nos resta enfrentá-las.
Enfim, seja o que vier em 2014 com as previsões, desejo muita paz, saúde e discernimento. E mais do que isso: coragem. Entre outras coisas, coragem quer dizer firmeza de espírito para enfrentar situação emocionalmente ou moralmente difícil; ou determinação no desempenho de uma atividade necessária, zelo, perseverança, tenacidade; ou, ainda, capacidade de suportar esforço prolongado, paciência. Feliz 2014.
Professor e jornalista especializado em Educação e Mídia

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Artigo de Opinião - Dia da Inconsciência Branca

 

No Brasil, o preconceito à negritude deita raízes na mais longa história de escravidão das três Américas: 350 anos! Ainda que, hoje, nossas leis condenem a discriminação, sabem os negros que, aqui, eles são duplamente discriminados: por serem negros e pobres
21/11/2013
Por Frei Betto
 

Te Contei, não ? - Maçã tem o mesmo efeito que remédio para coração

Pesquisa mostra que ingestão da fruta ajuda a prevenir mortes por doenças cardíacas, com a vantagem de não causar efeitos colaterais do medicamento


Artigo de Opinião - Hamilton Werneck: Para que serve escola?

 

Objetivo da escola não é preparar para as universidades?

O Dia
Rio - Relembrando episódio do início da década de 70 no interior do Estado do Rio, voltei a mente para uma escola estadual onde professores se reuniram e organizaram um reforço acadêmico para os alunos do terceiro ano do Ensino Médio. Alguns sacrificavam as noites de sábado para ficar na escola aplicando provas simuladas para os alunos. Lembro-me bem que nós, professores, datilografávamos as provas, reproduzíamos e aplicávamos. A escola, mesmo com mecanografia, alegava que os funcionários só poderiam fazer os serviços de rotina. Prova simulada era serviço extra.
O resultado foi surpreendente porque alunos que não podiam pagar seus estudos numa escola particular ingressaram em universidades públicas. Surpresa maior foi no início do ano letivo seguinte quando a direção nos informou que não era objetivo de uma escola pública preparar para a universidade. Hoje consigo ler esta frase em sua tradução, com muita clareza: a escola pública não pode promover os filhos dos pobres!
De lá para cá muita coisa mudou, no entanto ainda há escolas, até particulares, que conseguem inventar algum sofisma para dizer que o objetivo dela não é preparar para as universidades. Por essas e outras é que o Brasil amarga uma das mais decepcionantes marcas percentuais de sua população com Ensino Superior.
Qualquer escola deve pensar que precisa evitar duas coisas e promover outras tantas. Ela deve evitar preparar desempregados e treinar monstrinhos. Precisa, sim, preparar pessoas competentes para exercer várias funções, tendo o domínio do conhecimento e, ao mesmo tempo, comprometidas com a sociedade em que vivem.
Com essas ideias tacanhas que só atrasam o país, algumas escolas brasileiras, através de seus responsáveis e gestores, terão contas a prestar à nação, em curto espaço de tempo.

Pedagogo, escritor e palestrante

Te Contei, ´não ? - Babel fluminense a reboque do petróleo

 

  • Macaé abriga 20 mil estrangeiros atraídos pela indústria, que já representam 10% da população total
 
 
Natanael Samasceno
 
 

O novo e o antigo. Na foz do Rio Macaé, uma lancha desembarca trabalhadores de uma das dezenas de plataformas de petróleo nas quais trabalham boa parte dos estrangeiros que se estabeleceram na cidade nos últimos anos
Foto: Fotos de Gustavo Miranda
O novo e o antigo. Na foz do Rio Macaé, uma lancha desembarca trabalhadores de uma das dezenas de plataformas de petróleo nas quais trabalham boa parte dos estrangeiros que se estabeleceram na cidade nos últimos anos Fotos de Gustavo Miranda

Te Contei, não ? - Polêmica das biografias relembra rusgas e reconciliações da história da MPB

 

  • Além de Caetano e Roberto Carlos, muitos outros artistas acumulam tapas e beijos
André Miranda, Leonardo Lichote e Silvio Essinger
 
 
Os desentendimentos são quase tão antigos quanto a música brasileira Foto: Divulgação
Os desentendimentos são quase tão antigos quanto a música brasileira Divulgação

Te Contei, não ? - Recém-lançada no Brasil, biografia traça perfil positivo de Michael Jackson

 

  • Autor defende que, apesar de viver em uma ‘realidade alternativa’, o Rei do Pop tinha sentimentos puros em relação às crianças e permaneceu virgem até morrer, aos 50 anos
André Miranda
 
 
Michael Jackson sempre teve sua sexualidade debatida publicamente Foto: Lee Celano/AFP/20-4-2002
Michael Jackson sempre teve sua sexualidade debatida publicamente Lee Celano/AFP/20-4-2002

Personalidade - Claudia Werneck - a escritora que se tornou a voz dos direitos dos jovens deficientes

Claudia Werneck: a escritora que se tornou a voz dos direitos dos jovens deficientes

  • Com 14 livros sobre inclusão e fundadora de grupo de teatro que leva peças a quem não enxerga ou ouve, ela recebe prêmio internacional
  • Ela planeja oficinas de linguagem de sinais para moradores do Complexo do Alemão e da Cidade de Deus

Te Contei, não ? - Tempo esgotado

 

Basta mergulhar nas águas turvas e ver o lixo espalhado pelo fundo do mar para constatar que será impossível entregar a Baía de Guanabara limpa até a Olimpíada

por Bruna Talarico e Ernesto Neves | 19 de Junho de 2013
Foto: Rodrigo Thome/2olhares.comUm pedaço de plástico boia na água marrom da Enseada de Botafogo: vergonha em um dos lugares mais bonitos do mundo

 

Crônica do Dia - Dória

Fernanda Torres
 
      
 

Crônica do Dia - Biografias

Manoel Carlos
Revista Veja Rio
      
cronica

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Artigo de Opinião - Esperança, um bicho preguiça - Karla Rondon Prado

Contagem do tempo em horas e dias nos faz esperar que na virada da meia-noite tudo mude


O Dia

Crônica do Dia - Como morre uma escola - Eduardo Paparguerius

Em 2002, quando fui trabalhar no Colégio Estadual Herbert de Souza, a principal reclamação dos professores era a superlotação. De fato era duro, mas no fundo eu gostava

Crônica do Dia - A coluna de Natal - Artur Xexeo

A coluna de Natal

Crônica do Dia - Em 2014, ' vem pra rua você também '

 
 
A repórter Andréia Sadi revelou que o presidente do Senado, doutor Renan Calheiros, preocupado com sua cabeça, requisitou um jato da FAB para voar de Brasília a Recife, onde fez um implante de 10 mil fios de cabelo. Quem nestas festas viajou com seu dinheiro deve perceber que esse tipo de coisa só acabará pela associação dos direitos de voto e de manifestação em torno de políticas públicas. Só com o voto isso não muda. Pelo voto, Renan começou sua carreira política em 1978, elegendo-se deputado estadual pelo MDB de Alagoas.

Crônica do Dia - Um outro sentido da festa

Tasso Azevedo
 
Publicado:


Crônica do Dia - Dia de Natal

Dia de Natal - ROBERTO DAMATTA

Crônica do Dia - Alice e o Papai Noel

Zuenir Ventura, O Globo
 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Te Contei, não ? - Memória quase destruída de uma diva "brasileira" - Carmem Miranda - a Pequena Notável

Doadas, roupas usadas em espetáculos pela Pequena Notável, que nasceu em Portugal, estão desbotadas e enferrujadas. Recuperação custará R$ 1, 5 milhão

Crônica do Dia - Fissuras natalinas

  • Assim vamos nós, manada humana, rumo ao consumismo, cientes deque nos arrancarão o dinheiro e a alma
 

Crônica do Dia - Juntos e misturados na sala de aula

  • Brasil assiste ao triste espetáculo do retrocesso na votação doPlano Nacional de Educação. Separar as crianças com deficiências das demais é um atraso
 
 

Crônica do Dia - Brasileiro é otário ?

  RODRIGO CONSTANTINO

Resenhando - Como contar historias

Crítica: Portela é destaque na safra de sambas de enredo de 2014

  • Disco traz bons e maus exemplos de como se desenvolver um tema usando recursos de letra, música, arranjo e citações
Leonardo Lichote
 

Crônica do Dia - Bimbalham os sinos ? - Arnaldo Jabor

Bimbalham os sinos?

Todos os natais são iguais: um sentimento de solidariedade jamais praticada durante o ano

 

domingo, 22 de dezembro de 2013

Crônica do Dia - Negra

 

Da janela do hotel dava para ver Ponta Negra, que uma vez escalei

 

Te Contei, não ? - Diário de Dom Pedro II mostra que transtorno atravessa os tempos

 

Enchente junto à Câmara de Petrópolis, no início do século XX
Enchente junto à Câmara de Petrópolis, no início do século XX Foto: Agência O Globo / Agência O Globo
 

Crônica do Dia - Bendita derrubada - Roberto Pompeu de Toledo

 

Adeus ao viaduto da Perimetral, no Rio de Janeiro (Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro / Divulgação)
Com a implosão, adeus a boa parte do monstrengo que é o viaduto da Perimetral, no Rio de Janeiro (Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro)

Entrevista - Rita Lee

 

  • Cantora lança ‘Storynhas’, livro que reúne textos seus publicados no Twitter e ilustrados por Laerte; ao GLOBO, ela compara controle de biografias a censura, critica José Dirceu e diz se considerar ‘alienada’

Rita Lee, autora de “Storynhas”: “Eu ia assistir a comício do Zé Dirceu querendo me enganar que lá estava um rockstar"
Foto: Divulgação/Renato Parada
Rita Lee, autora de “Storynhas”: “Eu ia assistir a comício do Zé Dirceu querendo me enganar que lá estava um rockstar" Divulgação/Renato Parada

Crônica do Dia - Ubuntu - Adriana Calcanhoto

 

Ubuntu

Te Contei, não ? - Um passei histórico por jardins e parques do Rio

 

De Norte a Sul, cidade acumula áreas de respiro projetadas por urbanistas ao longo dos séculos


Pista Cláudio Coutinho, na Praia Vermelha: único espaço público carioca que explora a relação do mar com a floresta
Foto: Agência O Globo / Márcia Foletto
Pista Cláudio Coutinho, na Praia Vermelha: único espaço público carioca que explora a relação do mar com a floresta Agência O Globo / Márcia Foletto
 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Te contei, não ? - Anorexia avança no universo masculino

 

  • Percentual de homens que tem buscado por ajuda já oscila entre 10% e 15% do total de pacientes

O estudante e músico LMR, de 14 anos, morador de Santo André, SP, perdeu 22 quilos em três meses
Foto: Michel Filho / O Globo
O estudante e músico LMR, de 14 anos, morador de Santo André, SP, perdeu 22 quilos em três meses Michel Filho / O Globo

Te Contei, não ? - Escolas com nomes de ditadores são rebatizadas

O Globo - 13/12/2013
 
 
Colégio de Nova Iguaçu homenageará líder negro Abdias do Nascimento e, em Salvador, escolhido é o guerrilheiro Carlos Marighella
 

Resenhando - Crítica - um Ney desigual, mas vibrante

 

 
 
Silvio Essinger - O Globo
 
 
 
RIO - Ney Matogrosso é um daqueles poucos artistas da MPB que realmente fazem o que bem entendem. Com reconhecido talento para conciliar refinamento e gosto popular, nem sempre, contudo, ele acerta. E acertar ou não... Bom, isso não parece fazer muita diferença para esse artista ainda em experimentação aos 72 anos de idade. “Atento aos sinais” é um daqueles seus discos pop, em que canta velhos conhecidos, outros não tão velhos e alguns bem novos. Desigual, mas vibrante, o CD não vai além, musicalmente, do que ele vem fazendo desde que deixou os Secos & Molhados, mas revela uma inquietação em falta nos novos trabalhos dos seus contemporâneos.
Para Ney, gravar Pedro Luís não é novidade. Mas reformar para 2013 o “Incêndio” do Urge, ancestral banda de Pedro, é inesperado e faz todo o sentido — bem como pegar o “Freguês da meia-noite” do Criolo e não acrescentar muito mais do que a sua própria voz. O idioma do Tono, em “Não consigo”, soa bonito com seu sotaque. E, da mesma forma, “A ilusão da casa”, de Vitor Ramil, passa por ele e sai do outro lado como uma potência radiofônica. Se, em alguns casos, como no da ausência de tensão em “Isso não vai ficar assim”, de Itamar Assumpção, a coisa fica estranha, não tem problema: está na cota de risco de Ney.
Cotação: bom

Crônica do Dia - Ferramenta de inclusão

 

  • Exclusão dos negros precisa ser superada em todas as dimensões, o que inclui o mercado de trabalho
Edson Santos 

Te Contei, não ? - Escola é investigada por racismo

 

  • Segundo mãe de estudante de 8 anos, após se recusar a cortar o cabelo, colégio não renovou matrícula
Mãe de Lucas Neiva, de oito anos, acusa colégio de racismo Foto: MichelFilho/ O Globo
Mãe de Lucas Neiva, de oito anos, acusa colégio de racismo MichelFilho/ O Globo

Te Contei, não ? - Viúva de Chico Mendes preferiu cuidar da família

 

  • Ilzamar disse que opção de não se envolver muito com a luta ambientalista no Acre custou perseguições
Ilzamar Medes, viúva de Chico Mendes Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo / -5-12-2013
Ilzamar Medes, viúva de Chico Mendes Gustavo Stephan / Agência O Globo / -5-12-2013

Entrevista - Genésio Ferreira da Silva

 

  • Genésio Ferreira da Silva tinha apenas 13 anos quando testemunhou toda a trama do assassinato do líder seringueiro. Vinte cinco anos depois, decidiu escrever um livro de memórias
Chico Otavio
Genésio passou por situações difíceis após revelar a trama que matou Chico Mendes Foto: Gustavo Stephan / O Globo / 05-12-2013
Genésio passou por situações difíceis após revelar a trama que matou Chico Mendes Gustavo Stephan / O Globo / 05-12-2013

Te Contei, não ? - Sonho que se apaga em Xapuri

 

09/12/2013 - O Globo - Chico Otávio Enviado especial

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Te Contei, não ? - A revolta das Luluzinhas

 

Escrito por: Redação
Fonte: Revista Época

A euforia e a indignação provocadas nas redes sociais pelo novo aplicativo Lulu - que permite às mulheres (sem se identificar) dar nota aos homens (sem o consentimento deles)

 

Crônica do Dia - Abaixo Papai Noel !

 
 
Acho que fui um menino burrinho. Durante anos, todo Natal, eu tentava ver Papai Noel. Minha casa não tinha chaminé. E minha mãe tinha um bazar que também vendia brinquedos. Mesmo abrindo o pacote, embrulhado com os papéis festivos que ela usava nas vendas, eu caía na história de Papai Noel. Todas as manhãs do dia 25, acordava surpreso.
– Mas não vi o Papai Noel.
– Ele passou assim que você dormiu, mas, como estava com pressa para entregar outros presentes, não pôde esperar você acordar – dizia mamãe.

Pacientemente, eu aguardava o ano seguinte. Havia um motivo ambicioso para tanto fervor. Queria ganhar um cavalo branco, de corrida. Minha mãe sempre explicava a falha.

– Papai Noel disse que não tinha espaço para o cavalo aqui em casa. O ano que vem ele dará um jeito.

Foi decepcionante descobrir que Papai Noel não existia. A história ficou tão engasgada que um dos meus primeiros livros infantis, Meu encontro com Papai Noel, fala de um menino que vê o velhinho de barbas brancas no shopping, o segue até sua casa e descobre que é um homem comum e pobre. Ah, sim, o menino quer um cavalo de corrida...

Penso: por que os pais ainda inventam, reforçam essa mentira? Não sou um radical do politicamente correto que quer proibir tudo. Mas os shoppings já estão lotados de Papais Noéis. Há profissionais especializados, que engordam o ano inteiro para ganhar uma grana recebendo as crianças nos shoppings, ouvir seus pedidos e fazer “ho ho ho”. Devem derreter dentro daquela roupa vermelha. É tenso ser Papai Noel. Algum dia um Papai Noel mais nervoso dará uns safanões numa criancinha insistente.

Sua lenda vem do século IV, quando um bispo turco, São Nicolau Taumaturgo, botava, anonimamente, saquinhos com moedas nas chaminés dos mais necessitados. Bem, nem tão anonimamente assim, já que todo mundo ficou sabendo e foi canonizado. Papai Noel também é chamado de São Nicolau. Mora, para alguns, no Polo Norte. Para outros, na Lapônia, onde vive cercado de elfos mágicos, que trabalham sem ganhar hora extra, nem ter direito a férias ou décimo terceiro salário. Hoje, fabricam até videogames! Sua imagem atual foi criada por Thomas Nest, numa ilustração da revista Harper’s Weekly, que só se popularizou ao ser usada numa campanha da Coca-Cola, em 1931.

Particularmente, fico irritado ao entrar num shopping e ver Papais Noéis com um sorriso eterno. Por trás de toda essa festa há, sim, uma palavra mágica: “gaste”, “gaste”, “gaste”. Mágica para os donos das lojas, claro. É terrível as crianças pedirem presentes que não podem ter, como meu cavalo de corrida. O realmente mais terrível é ter passado esses anos todos com a consciência de que Papai Noel não existe e se tornou só uma invenção lucrativa do Natal. Eu adoraria que existisse! Faço de tudo para tornar a lenda real. Explico aos amigos e à família que voltei a acreditar em Papai Noel. Ainda não me levam a sério. Qualquer hora dessas, envio as cartinhas diretamente às minhas sobrinhas. Ou se comovem, ou me internam. O mundo acha lindo uma criança acreditar em Papai Noel. Mas é cruel quando um adulto insiste em acreditar que vai achar um presente na chaminé.

Já que a lenda persiste, só resta fazer alguma coisa. Todos os anos, os correios recebem milhares de cartas de crianças pedindo presentes. A gente vai lá, escolhe os pedidos adequados ao bolso. Compra e envia anonimamente. Muitas crianças ficam sem presente, porque extrapolam nos pedidos. Outras ganham, sim, uma surpresa de Natal. Nos últimos anos, tenho escolhido algumas cartinhas. É um sentimento agradável saber que uma criança desconhecida passará o Natal feliz, com um brinquedo que não poderia ganhar da família. Talvez esse sentimento seja o verdadeiro espírito natalino. Também, sempre me dou de presente uma cesta de Natal, repleta de gulodices. Já para amenizar o regime que farei o ano que vem, quem sabe? Já que Papai Noel não vem, eu mesmo me presenteio. Mas não nego, também ganho bons presentes.

Insisto: abaixo Papai Noel! Qual seu sentido na formação de uma criança, na relação com o mundo? Sonhar é bom, sempre. Mas esse é um sonho cruel. Não entendo insistir numa história, para depois contar que era mentira. Descobrir que Papai Noel não existe costuma ser o primeiro ritual infantil para a entrada no mundo adulto. A primeira dor, a perda de alguém que a criança ama, para então saber simplesmente que nunca existiu.

Walcyr Carrasco - Revista Época