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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Personalidade - Umberto Eco - caçador de historias perdidas

 

O escritor italiano lança novo livro no qual mostra como lugares imaginários, a exemplo de Atlântida e Shangri-lá, passaram a povoar a cultura universal e a visão do homem sobre eles através dos tempos

Ana Weiss

Te Contei, não ? - Memória terapéutica

 

Cientistas descobrem que a depressão, o alcoolismo e a obesidade podem ser tratados com a ajuda das recordações dos pacientes

Mônica Tarantino

Te Contei, não ? - Vingança Mortal

 

Dois casos de adolescentes que se mataram após terem sua intimidade exposta na rede mostram o quanto os jovens são suscetíveis a esse tipo de crime virtual e como a legislação brasileira ainda é falha

Fabíola Perez

Entrevista - Luiz Carlos Santos

Luta contra a opressão
 
Militante do movimento negro, Luiz Carlos Santos fala sobre a trajetória de Luiz Gama, um dos símbolos da luta abolicionista

Por Priscila Gorzoni*

Te Contei, não? - Tróia - a guerra dos deuses

Por dez anos, em algum momento entre os séculos XII e XIII a.C., gregos e troianos se confrontaram nas portas da cidade de Tróia. O conflito que envolveu homens e deuses foi narrado por Homero, educou os gregos antigos e marcou o fim de um período importante da história da Hélade

POR RODRIGO GALLO
OLHE PARA A QUEIMA DE TRÓIA, DE JOHANN GEORG TRAUT
Quadro do pintor alemão Johann Georg Trautmann (1713-1769) mostra o momento em que os gregos conseguiram invadir a cidade de Tróia usando o cavalo de madeira, o famoso "presente de grego"

Te Contei, não ? - Memórias e histórias de cativeiro e liberdade





Memórias e histórias de cativeiro e liberdade
Há 120 anos os escravos brasileiros eram libertados. O que faziam e quem eram os cativos tão importantes para a formação nacional

POR FLAVIO GOMES E PIETRA DIWAN
        
SHUTTERSTOCK

A escravidão marcou a sociedade brasileira de várias formas. Foram quase 400 anos de trabalho escravo com indígenas e africanos. O fim da escravidão para várias sociedades nas Américas começou nas primeiras décadas do século XIX. O Brasil - que recebeu cerca de 40% de todos os africanos escravizados enviados para as Américas - foi o último país a abolir a escravidão. Não muitos anos depois do 13 de maio de 1888, setores das elites, intelectuais, cientistas e literatos já falavam da escravidão como coisa de um passado muito distante. A idéia era apagar a "mancha" da escravidão e eliminar a memória das lutas abolicionistas do final do século XIX. Escravos e libertos eram transformados em "negros" e "pretos" numa perspectiva racial de classificação estigmatizante das novas hierarquias sociais do alvorecer do século XX. A abolição não foi acompanhada de políticas públicas que garantissem terras, educação e direitos civis plenos aos descendentes de escravos e libertos. Pelo contrário, políticas públicas urbanas e higienistas refundaram as diferenças sob novas bases sociais e étnicas. Até a década de 1930, o 13 de maio era feriado nacional e com festas cívicas, além de comemorações populares. Apesar da manutenção de faces da desigualdade, descendentes de escravos e mesmo libertos comemoravam - se não a cidadania plena - a liberdade conquistada com a Lei Áurea. O passado não era muito distante. Mesmo hoje não seria difícil encontrar pessoas de mais de 90 anos de idade e filhos diretos de escravos nascidos antes de 1871, quando uma lei decretou o ventre livre para mães cativas. Caso seus pais tivessem também alcançado a idade semelhante, teria falado como foi ser escravo até os 20 anos de idade. A geração negra mais idosa alcançada hoje nos nossos censos modernos e abrangentes do IBGE pode ser filha e é predominantemente neta de ex-escravos do 13 de maio de 1888.
Ainda conhecemos pouco sobre o pós-emancipação no Brasil. O que representaram, em áreas rurais e urbanas, as primeiras décadas da liberdade para milhares de homens e mulheres - e seus filhos, netos e sobrinhos - que conheceram a escravidão? Já sabemos mais, e cada vez melhor, como viveram os escravos e como pensaram os senhores nos séculos XVII, XVIII e XIX. A influência da África no Brasil tem sido um importante eixo dos renovados estudos sobre o tráfico negreiro e seus impactos, os cenários de captura, embarque e desembarque, assim como comparações com outras áreas coloniais. Da mesma maneira, as imagens de uma África précolonial homogênea ou do comércio europeu, visto somente a partir do mercantilismo, têm sido rediscutidas em pesquisas nas universidades brasileiras e procuram redefinir os interesses do mercado de escravos também pelas dinâmicas internas das várias sociedades africanas e suas transformações, inclusive participando de várias maneiras no tráfico negreiro. Ao contrário das perspectivas quantitativas e generalizantes, útil também tem sido repensar as origens e culturas africanas no Brasil, não só enfatizando os ciclos do açúcar, do ouro e do café e suas áreas econômicas correspondentes, mas igualmente outras rotas africanas, impactos demográficos e as redefinições das identidades africanas na diáspora. O cotidiano de escravos, libertos, senhores e fazendeiros surgem como novas pesquisas e enfoques diversos.
Por essa razão, a revista Leituras da História preparou esse dossiê especialmente para comemorar os 120 Anos da Abolição da Escravidão no Brasil. Mostrando como novas pesquisas desenvolvidas em programas de pós-graduação de universidades de norte a sul do país podem ajudar a sociedade brasileira a entender e refletir sobre os caminhos que levaram a escravidão no Brasil a ser uma das mais longas e diversificadas do planeta. Esse fato não merece nenhum mérito especial e, se merece alguma atenção, é pelo compromisso com a diversidade dessas pesquisas que pretendem captar e elucidar fragmentos de um período tão complexo e importante da história brasileira que ainda tem muito a ser contada.

FLÁVIO GOMES é professor do departamento de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro
PIETRA DIWAN é editora e mestre em História pela PUC-SP
A Bahia de São Salvador de todos os santos e africanosBrasil e Caribe: a escravidão e o gosto amargo do açúcarOutras rotas de um comércio atlântico
Moradias da resistênciaSaúde e doença escravaLiberdade na Pia batismal
A falência da escravariaPor entre quilombos e senzalasPioneiros da abolição
 
Heranças africanas da invenção da liberdade
 

Te Contei, não ? - Teria Noé aportado no Novo Mundo ?

PERPLEXIDADE DAS AMÉRICAS
TERIA NOÉ APORTADO NO NOVO MUNDO?
Em uma época de transição entre a religião e a ciência, a descoberta do Novo Mundo gerou animais imaginários e as mais bizarras teorias

POR CHRISTIAN FAUSTO MORAES DOS SANTOS*
        
 

Te Contei, não ? - Heroísmo a cavalo

Como nobres decadentes da Idade Média originaram ideais que resistiram à modernidade e moldaram o Romantismo

POR MARCOS ANTÔNIO LOPES

Te Contei, não ? - Posse e dominação no mundo clássico


Escravidão e liberdade no seio da antiguidade



Bem antes da invenção das máquinas a vapor, a principal fonte de energia produtiva era o corpo humano. Isso transformava a liberdade assalariada em exceção e o uso de homens cativos, em regra

Por FÁBIO DUARTE JOLY

Te Contei, não ? - Os Mitos Medievais

 
 
 
 
 
 
Mitos e lendas da idade média
Marcada como um período de transição, a Idade Média foi o auge do domínio da Igreja Católica e deixou uma relação de histórias que envolvem santos e ícones religiosos lembrados até hoje em livros e filmes

POR SÉRGIO PEREIRA COUTO

domingo, 29 de dezembro de 2013

Te Contei, não ? - Uma relação tao delicada

Uma relação tão delicada

Embora de origens musicais distintas, Roberto Carlos e Caetano Veloso construíram uma amizade de décadas, com homenagens mútuas. O racha no grupo Procure Saber provocou o rompimento dos dois

Michel Alecrim
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Artigo de Opinião - Cotas, inclusão e risco Brasil

 

Incluir negros no setor público e no consumo conta mais do que apertar a política fiscal

Te Contei, não ? - As lições dos mais fortes

 

Estudos científicos decifram mecanismos psicológicos e cerebrais que levam uma pessoa a se recuperar melhor e mais rapidamente do sofrimento. E apontam os caminhos para desenvolver essa capacidade

Mônica Tarantino

Te contei, não ? - Livros de Bolsa

Açucarados, leves, bem-humorados, os chik lit (ou romance de mulherzinha) são disputados em feiras literárias internacionais e estouram nas vendas tratando de questões como casamento, dieta e moda

Ana Weiss
Confira, em vídeo, as adaptações para o cinema de obras literárias destinadas especialmente ao público feminino:
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As autoras não gostam do termo, as livrarias quase não o usam e as editoras mais chiques o evitam, mas o “chick lit”, subgênero da ficção voltado para o público feminino (carinhosamente apelidado de romance de mulherzinha), ganha cada vez mais espaço em corações e estantes e tem sido uma das grandes apostas das casas editoriais. Tanto que o último livro de uma das mais conhecidas heroínas dessa vertente literária, Bridget Jones, chega às livrarias com o subtítulo “Louca pelo Garoto” mantendo a marca de sexto colocado na lista dos mais vendidos do jornal “The New York Times”.
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Na frente, inclusive, de “50 Tons de Cinza”, maior fenômeno de vendas dos últimos tempos, mesmo sendo o menos divertido dos três da série escrita por Helen Fielding. A Companhia das Letras comprou o título, que era publicado desde os anos 1990 no Brasil pela Record. Agora cinquentona, a personagem inclui novos números em suas contas diárias. Além de calorias, passou a calcular os seguidores perdidos por tuitar bêbada e a quantidade de piolhos encontrada na cabeça dos filhos. A esperteza de Helen Fielding na apresentação dos pensamentos que se atropelam na cabeça de Bridget não perdeu a graça. Mas funcionava melhor quando a protagonista se debatia com a crise dos 30. Ainda assim, a Companhia das Letras, pouco afeita a subgêneros da moda, resolveu apostar no filão em que não tinha muitos títulos. E não foi só ela.
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Na Feira de Frankfurt, realizada em outubro na cidade alemã, “I Take You”, de Eliza Kennedy, foi alvo de disputa de três grandes editoras brasileiras. Quem arrematou os direitos de publicação foi a Rocco. “A autora discute as relações amorosas atuais e trata da relação/instituição chamada casamento, que resiste a tudo e vale a pena”, resume a gerente editorial Vivian Wyler, que apostou no romance, ainda sem título em português. A Rocco não costuma errar em suas tacadas. Em 2005, lançou “Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você”. A história de Greg Behrendt e Liz Tuccillo acabou quatro anos depois adaptada para o cinema com Jennifer Aniston e Drew Barrymore nos papéis principais – foram mais de dois milhões de livros vendidos.
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“A Companhia das Letras publica obras de qualidade, que nós mesmos gostaríamos de ler. É ainda melhor, claro, quando um bom livro tem também a possibilidade de atingir o grande contingente de novos leitores que há no Brasil. Por isso “Bridget Jones: Louca pelo Garoto” surgiu com um projeto privilegiado”, diz Rita Mattar, da Companhia. Ela lembra que “O Diário de Bridget Jones” foi um dos livros que inspiraram a criação do próprio termo “chick lit”. “Em muitos aspectos, Helen Fielding é pioneira no gênero e reconhecemos o valor da honestidade e da irreverência com que ela retrata o cotidiano da mulher contemporânea.” Lançado em 1996, o primeiro volume da série é considerado um dos dez romances que melhor definem o século XX segundo uma pesquisa realizada pelo jornal inglês “The Guardian”.
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 Na época, vendeu 160 mil exemplares no Brasil, informa a editora Record, que há mais tempo aposta na chick lit em território nacional. O grupo é dono dos glamourosos “O Diabo Veste Prada” e “Sex and The City” e de suas continuações, como “A Vingança Veste Prada”, lançado em agosto no Brasil. E aposta em novos talentos, como a brasileira Carina Rissi, autora do sucesso instantâneo “Procura-se um Marido”, que esgotou em menos de um mês. Lançado pela Verus, do mesmo grupo Record, sua primeira leva teve 20 mil exemplares, pirateados a rodo. Ainda assim, foi preciso reimprimir. Helen Fielding explica a popularidade de Bridget pelo fato de suas atitudes carregarem o zeitgeist (espírito de época) de sua geração. Carina Rissi prestou atenção à dica. O próximo livro da autora, “Perdida”, deve chegar às prateleiras como dica de Natal – e já está vendido para o cinema.  


Revista Isto É

Artigo de Opinião - Pedro II de excelência

Pelo Pedro II passaram inúmeros presidentes da República,

O Dia

Crônica do Dia - Apagão verbal, mental e moral

DORRIT HARAZIM
 
 
 
A entrevista durou cerca de uma hora e meia e foi concedida na manhã da sexta-feira 22 de novembro.
 

Artigo de Opinião - Previsões para 2014 - Marcus Tavares

 

Na Umbanda, 2014 será regido por Xangô, com influências de Iansã

O Dia
Rio - No horóscopo chinês, o ano de 2014 será regido pelo cavalo de madeira, que retorna depois de 60 anos. Promete ser um calendário de mudanças, descobertas, invenções e decisões. De muita turbulência e que vai passar bem rápido. Será também um período com muito humor, em que as pessoas estarão mais românticas e amorosas.
Na Umbanda, 2014 será regido por Xangô, com influências de Iansã. Xangô é o orixá dos raios, dos trovões e do fogo. É viril e atrevido, violento e justiceiro. Castiga mentirosos, ladrões e malfeitores. É o orixá da justiça. Já Iansã é a deusa dos ventos e das tempestades. Traz otimismo e amor.
A astrologia afirma que o planeta regente de 2014 será Júpiter. Tempo de crescimento e expansão, no qual o ser humano precisará se reencontrar com a espiritualidade. Ano bom para mudar o rumo da vida, lutar por uma grande paixão, trocar de emprego, romper relacionamentos, realizar os sonhos. Júpiter é o planeta do sucesso e da boa sorte. Já a numerologia diz que a vibração do número 7 é que vai reger o ano.
Previsões, previsões... como elas fascinam e instigam. Quando criança, todo fim de ano, costumava ler e assistir aos programas de TV sobre o que os astros reservavam para nós. Sempre me prometia que iria guardar ou gravar as previsões para consultá-las no fim do calendário. Nunca fiz isso. Com o passar dos anos, o interesse pelas previsões foi diminuindo.
Ainda procuro saber algumas orientações, mas, talvez, a idade vai mostrando que o que importa mesmo é você.
Todas essas previsões ajudam? Quem sabe. O certo é: são as nossas ações e escolhas que fazem toda a diferença. Acredito numa força suprema, no Deus, sempre presente e disposto a ajudar e proteger, se quisermos, se pedirmos. Porém, somos nós que escolhemos o caminho. A frase é batida, mas é isso mesmo: colhemos o que plantamos. Portanto, não é o ano novo que pode ser diferente. É você que faz o ano ser diferente e melhor, mesmo com as adversidades e surpresas da vida, que, em relação a elas, só nos resta enfrentá-las.
Enfim, seja o que vier em 2014 com as previsões, desejo muita paz, saúde e discernimento. E mais do que isso: coragem. Entre outras coisas, coragem quer dizer firmeza de espírito para enfrentar situação emocionalmente ou moralmente difícil; ou determinação no desempenho de uma atividade necessária, zelo, perseverança, tenacidade; ou, ainda, capacidade de suportar esforço prolongado, paciência. Feliz 2014.
Professor e jornalista especializado em Educação e Mídia

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Artigo de Opinião - Dia da Inconsciência Branca

 

No Brasil, o preconceito à negritude deita raízes na mais longa história de escravidão das três Américas: 350 anos! Ainda que, hoje, nossas leis condenem a discriminação, sabem os negros que, aqui, eles são duplamente discriminados: por serem negros e pobres
21/11/2013
Por Frei Betto