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domingo, 16 de agosto de 2015

Editorial - Má gestão explica crise na Educação - O Globo


Escola municipal de Santíssimo, Zona Oeste, dá enorme salto na avaliação da qualidade do ensino sem adotar qualquer método desconhecido ou revolucionário

quinta-feira, 19 de março de 2015

Editorial - Corrupção exige esforço bem maior

O DIA


Rio - O Pacote Anticorrupção anunciado ontem pela presidenta Dilma Rousseff não deixa de ser algo positivo: trata-se de uma resposta do governo à grave crise política e econômica por que passa o país — e que tem na roubalheira institucional uma de suas mais enraizadas origens. Analisando friamente, porém, constata-se não haver grandes novidades nas propostas nem importantes consequências no curto prazo, uma vez que quase todas as medidas apresentadas dependem do Congresso ou de detalhamento. E o Brasil, sobretudo quem o comanda, precisa estar ciente de que Pacote Anticorrupção de nada adiantará se não vier com ampla reforma política.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Editorial O Dia - Lei frouxa sustenta rede de aborteiros

O DIA
Rio - A megaoperação que desarticulou ontem quadrilha que realizava abortos no estado, com quase 60 presos, expôs a fragilidade da lei no combate a esse crime, o que acabou por tornar a atividade extremamente lucrativa. A despeito do necessário debate dentro das questões de saúde pública, sem as paixões de cunho religioso, é primordial rever os mecanismos penais para que se estanquem os “açougues humanos”, na definição do delegado Glaudiston Galeano.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Editorial Jornal O Dia - 10/07/14 - 'Foi-se a Copa?', eis as prioridades

Editorial: 'Foi-se a Copa?', eis as prioridades

Cabe agir com justiça, reconhecendo que, sim, o Brasil sedia um Mundial excelente; é com essa maturidade que espera-se definir prioridades e conduzir até outubro

O DIA

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Editorial - Não basta dar mais dinheiro à Educação

 

O DIA

Rio - A aprovação, como parte do Plano Nacional de Educação (PNE), da obrigação de destinar, anualmente, valor equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação foi saudada com entusiasmo por vários segmentos da sociedade. Mas é preciso mais moderação antes de comemorar, pois já está mais que provado que não basta apenas destinar mais dinheiro para melhorar o nível e, principalmente, democratizar o acesso ao ensino de qualidade.
Ao longo de décadas, vimos o aumento dos recursos para a Educação ser acompanhado de queda da qualidade do aprendizado, evidenciado em provas internacionais nas quais o desempenho dos estudantes brasileiros tem sido pífio. Da mesma forma, a crescente tendência em investir em equipamentos, como computadores, lousas eletrônicas e outros, não mostra a eficiência propalada. 
Por isso, quando se anuncia aumento de recursos para a Educação, é preciso um debate nacional sobre a forma como eles serão usados. E parece claro que o grande desafio é transformar as escolas públicas em escolas de verdade. E os primeiros passos devem ser a adoção do turno integral e a qualificação e valorização dos professores, a base de qualquer sistema de ensino eficiente. 
Isso é mais evidente no Ensino Fundamental, no qual professor é um alicerce. Só com educadores preparados, estimulados e satisfeitos com seu trabalho podemos pensar em Educação de qualidade. Da mesma forma, só com ensino integral poderemos garantir aos estudantes a formação que eles precisam. É uma lição simples, que as mellhores escolas do mundo ensinam há muito tempo.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Editorial - Fraudes e incompetência atrasam Educação

Da gestão Fernando Henrique Cardoso, passando pela Era Lula, até Dilma Rousseff são, grosso modo, quase duas décadas em que a Educação é um assunto prioritário do Executivo federal. Pode-se entender que, com acerto, o tema passou a ser uma preocupação de Estado.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

sábado, 22 de junho de 2013

Editorial - Ultrapassou os limites

De quinta-feira da semana passada, quando a violenta e despropositada ação da tropa de choque da PM de São Paulo contra um grupo de manifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) serviu de centelha para uma adesão maciça às manifestações de rua, até ontem, a mobilização cumpriu um percurso meteórico.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Editorial - Desdobramentos da mobilização

 
 
 
Publicado:
 
Será ingênuo o administrador municipal ou político estadual e federal que considerar o recuo no reajuste das tarifas, decisão inevitável, capaz de esvaziar o movimento que acaba de descobrir o caminho das ruas. Não se consegue ocupá-las indefinidamente. Há uma natural fadiga. Mas, tudo indica, muita coisa na política brasileira não será mais como antes depois da erupção de insatisfações que tomou conta do asfalto, à margem de partidos, sindicatos, organizações ditas sociais, e apesar de todo o poder de cooptação demonstrado pelo governo federal nos últimos 12 anos.
O movimento — horizontalizado, sem muitas lideranças visíveis, alimentado pelas redes sociais — tem grandes desafios depois da primeira vitória. O que fazer agora? Já surgiu a ideia de se dar prioridade ao passe livre. Ora, se o recuo em R$ 0,20 representará um aumento de milhões no subsídio que os cofres estaduais e municipal do estado e cidade de São Paulo, por exemplo, concedem ao transporte, a gratuidade, então, se mostra uma impossibilidade fiscal e aritmética.
Mas o movimento não se esgota no custo do transporte de massa. Vai muito além, e trata de algo mais amplo, decorrente de um estado de coisas criado por um modelo de gestão que sacrifica o contribuinte e não dá à população retorno proporcional aos impostos que cobra. A carga tributária é escorchante e nada que é devolvido ao povo tem o tal "padrão Fifa" reclamado em faixas e cartazes.
Há, ainda, a denúncia, presente nas concentrações e passeatas, do deplorável padrão ético no exercício da política, em que reina o fisiologismo do toma lá dá cá e campeia a impunidade, percepção ainda mais agravada com a ideia, interpretada nas ruas, de que a condenação dos mensaleiros não é "pra valer".
Ligada ao tema, há uma profusão de cartazes contra a “PEC-37”, código cifrado de uma emenda constitucional apresentada para cassar o poder de investigação do Ministério Público, e identificada nas manifestações como sinônimo de impunidade — e com razão. Fica provado que não há tema, por mais hermético que pareça ser, que escape da atenção desse novo mundo digital.
A magnitude das manifestações de ontem, em várias capitais, transcende a comemoração pela vitória na luta das tarifas e reforça o desafio: como transformar em ações concretas a enxurrada de críticas, reivindicações e desabafos mostrados por milhares de pessoas, em todo o país, durante estes dias. Anuncia-se o encaminhamento de um projeto de origem popular para a instituição do passe livre. A iniciativa permite, ao menos, discutir-se de forma objetiva as fontes de custeio para financiar a gratuidade.
Haja outras ações deste tipo ou não, é necessário não se deixar dissipar a energia mobilizada em todas essas manifestações, para o encaminhamento de reformas com vistas à melhoria do quadro político e da administração pública, tudo sempre dentro dos marcos legais.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/desdobramentos-da-mobilizacao-8759859#ixzz2WuIA4Anu

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Editorial - Sempre atrás do prejuízo

Sempre atrás do prejuízo


É notória a falta de proatividade no Brasil. Parecemos cultivar  o hábito de se estarmos sempre a um passo atrás de tudo. Em situações calamitosas, esse atraso invariavelmente é fatal. O Brasil chora, atônito, a morte de quase 300 jovens em Sant Maria e brada palavras de ordem clamando justiça, como se nos gritos saíssem gotas de sangue e de bile que surtissem esse efeito.
No último ano, este espaço expôs a carênciade proatividade em quatro situações. Duas se referiram a equívocos, duas, a méritos. Estão na lista negativa o desabamento do Edifício Liberdade, que completou um ano semana passada, e um caos no sistema de transportes sobre trilhos que parou a cidade - e que teve um bis ontem, ainda que em menor proporção. Nas benesses, contam - se a redução das mortes nas estradas no Carnaval pela PRF, em face do feriado de 2011, e o plano de contingência contra desastres da chuva, anunciado pelo governo em agosto.
Fiquemos com a questão do prédio da 13 de Mao. Em comum com o inferno na boate Kiss, uma legislação ignorada e lacunas inadmissíveis na fiscalização. Na casa noturna, as licenças estavam em renovação, e ninguém se preocupou com o fato de a banda costumeiramente soltar fogos em suas apresentações, mesmo num espaço exíguo e superlotado. No Centro do Rio, obras que desfiguravam e desestabilizaram um imóvel foram feitas na surdina - e escancararam uma cratera fiscalizatória.
Se o Brasil quer ser um país sério, tem de se reerguer das tragédias e virar a mesa, estando sempre um passo à frente. Isso se faz com que leis efetivas e fiscalização ativa.

Jornal O Dia - 29/01/13

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Editorial - - EDUCAÇÃO EM MARCHA LENTA - Carlos José Marques

Novas e más surpresas marcaram a divulgação do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) na semana passada. Pelos dados, o ensino médio brasileiro ficou estagnado. Pior: no universo das escolas particulares os números estão abaixo do estabelecido como meta pelo governo. Diante do quadro desanimador, o MEC planeja lançar uma operação de emergência mudando o currículo exigido. A ideia é reduzir a quantidade de disciplinas para reforçar a qualidade do aprendizado. Na prática é como tapar o sol com a peneira. A educação segue em ritmo lento, precário, no País devido a uma série de fatores, entre os quais o planejamento equivocado de seu desenvolvimento. No campo das universidades, por exemplo, desde 2007 se investiu muito na ampliação do número de vagas, deixando de lado a capacitação de professores e mesmo a infraestrutura necessária para a formação adequada dos alunos, como bibliotecas e laboratórios de ponta. Colocado como um plano de reestruturação universitária, visando à expansão do acesso dos brasileiros ao nível superior, o Reuni pecou em fundamentos básicos e acabou por abrir ainda mais o abismo entre as instituições de ensino de boa e má qualidade. Uma outra medida de caráter discutível começa a ser debatida no âmbito federal. É a que trata da ampliação das cotas universitárias. O objetivo do governo é obrigar todas as faculdades públicas a reservarem ao menos 50% de suas vagas para alunos oriundos de escolas públicas. Essas faculdades são em geral as mais disputadas por todos os candidatos e, devido à diferença na qualidade do ensino, estudantes de colégios particulares normalmente são mais bem-sucedidos nas provas de admissão. Mudar esse panorama requer, em primeiro lugar, um maior preparo dos aspirantes trazidos da rede pública para que não haja descompasso deles com os candidatos das instituições particulares em relação ao conteúdo oferecido no nível superior. O MEC quer, por isso mesmo, adotar o sistema de aulas de reforço para os estudantes cotistas que vão se habilitar às federais. Tais alunos precisam ter um mínimo de conhecimento para atenderem às exigências dos cursos pretendidos. Tudo isso custa dinheiro e a expectativa é de que o Senado vote o quanto antes o projeto de lei, já em tramitação na Câmara, que garante o investimento de 10% do PIB na educação. Lamentavelmente, pela demora nas negociações partidárias até aqui, essa proposta ainda está longe de se tornar realidade. 


Revista Isto É

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Editorial - A Educação na perda de competitividade do país



No mundo empresarial existe a mística de que companhias petrolíferas, mesmo mal administradas, serão sempre um bom negócio. De fato, na lista das maiores empresas do planeta sempre aparecem muitas companhias petrolíferas, mas se trata de ilusão a ideia que o setor é, por natureza, sempre lucrativo. Afinal, constitui-se um segmento industrial de altíssimo risco, e o retorno de capital reflete esta característica. Quando o investimento é exitoso, os lucros são fantásticos. Mas quando o investimento se frustra, o prejuízo também pode ser enorme.
Uma parte do prejuízo bilionário contabilizado pela Petrobras no segundo trimestre é atribuído, por exemplo, ao insucesso na exploração, decorrente de vários poços secos ou sem valor comercial. E isso mesmo considerando-se um expressivo índice de acertos, passando de 80% em algumas áreas, bem acima da média da própria indústria. Parceiros da Petrobras em campos no pré-sal, como a BG e a Galp, também registraram prejuízo.
O elevado risco na exploração de petróleo justificou plenamente a abertura do mercado brasileiro em meados dos anos 90. A Petrobras hoje detém mais da metade dos blocos concedidos à exploração, porém, agora, disputa a atividade com cerca de outras 70 empresas, entre as quais dezenas delas com maioria de capital brasileiro.
Este modelo adequado para o Brasil sofreu um retrocesso quando o governo Lula se convenceu que havia encontrado "uma Venezuela" na camada do pré-sal. Sem dúvida houve descobertas animadoras, sendo a mais importante a do campo de Lula, já em produção, com reservas estimadas entre seis e nove bilhões de barris. No entanto, blocos vizinhos foram devolvidos por absoluto insucesso. Outros campos indicados como promissores foram cedidos à Petrobras, pela União, a título de integralização do aumento de capital da companhia.
Os investimentos que terão de ser feitos nas áreas concedidas e cedidas exigirão esforço hercúleo da Petrobras. Espera-se que sejam exitosos, mas não se pode desconsiderar a possibilidade de insucesso.
Não faz, então, o menor sentido que, diante de tamanho desafio, o governo tenha adotado um modelo para exploração de futuras áreas da camada do pré-sal que obriga a Petrobras a participar com pelo menos 30% dos consórcios concorrentes e ainda ser obrigatoriamente a companhia operadora do que sair vencedor da licitação.
As dificuldades que a Petrobras vem enfrentando para executar seu ambicioso plano de negócios mostram a necessidade de se rever essa tentativa de restabelecer um monopólio estatal ultrapassado e infrutífero. Para a própria Petrobras, o modelo instituído para exploração de novas áreas do pré-sal ainda não concedidas poderá se tornar um pesadelo.

Opinião - O Globo