domingo, 9 de novembro de 2014

Ta na Hora do Poeta - Me gritaram negra ! - Victoria Santa Cruz

 Me gritaram negra" (Victoria Santa Cruz)
video

Tinha sete anos apenas,
apenas sete anos,
Que sete anos!
Não chegava nem a cinco!
De repente umas vozes na rua
me gritaram Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra!
"Por acaso sou negra?" – me disse
SIM!
"Que coisa é ser negra?"
Negra!
E eu não sabia a triste verdade que aquilo escondia.
Negra!
E me senti negra,
Negra!
Como eles diziam
Negra!
E retrocedi
Negra!
Como eles queriam
Negra!
E odiei meus cabelos e meus lábios grossos
e mirei apenada minha carne tostada
E retrocedi
Negra!
E retrocedi . . .
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Neeegra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
E passava o tempo,
e sempre amargurada
Continuava levando nas minhas costas
minha pesada carga
E como pesava!...
Alisei o cabelo,
Passei pó na cara,
e entre minhas entranhas sempre ressoava a mesma palavra
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Neeegra!
Até que um dia que retrocedia , retrocedia e que ia cair
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra!
E daí?
E daí?
Negra!
Sim
Negra!
Sou
Negra!
Negra
Negra!
Negra sou
Negra!
Sim
Negra!
Sou
Negra!
Negra
Negra!
Negra sou
De hoje em diante não quero
alisar meu cabelo
Não quero
E vou rir daqueles,
que por evitar – segundo eles –
que por evitar-nos algum disabor
Chamam aos negros de gente de cor
E de que cor!
NEGRA
E como soa lindo!
NEGRO
E que ritmo tem!
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro
Afinal
Afinal compreendi
AFINAL
Já não retrocedo
AFINAL
E avanço segura
AFINAL
Avanço e espero
AFINAL
E bendigo aos céus porque quis Deus
que negro azeviche fosse minha cor
E já compreendi
AFINAL
Já tenho a chave!
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO
Negra sou!


Este poema é da compositora, coreógrafa e desenhista, expoente da arte afroperuanada Victoria Eugenia Santa Cruz Gamarra.
O que você achou do poema? O que achou importante e significativo no decorrer da história que ele narra? Como os discursos que circulam na mídia, nas falas das pessoas influenciam e tolhem a liberdade de se vestir, de se assumir? No decorrer do poema, Victoria assume sua cor, raça e  afirma que "de hoje em diante não quero alisar meu cabelo" e que "negra, soa como lindo"

20 comentários:

  1. O poema feito pela compositora, coreógrafa e desenhista, expoente da arte afroperuanada, Victoria Eugenia Santa Cruz Gamarra, tratou bem a questão de como é ser negro(a) e como o preconceito é real.
    A autora descreve o sentimento de ter tido uma infância difícil, onde gritavam por Negra e ali ela se sentia inferior, não se gostava, queria alisar seus cabelos, clarear a pele com pó, e como isso era pesado para ela.
    No decorrer do poema, Victória assume sua cor, raça e passa a se amar, o negra que antes lhe doía agora soava como lindo.
    Penso que atitudes preconceituosas, traz para vida de muitos seres humanos negros, uma dor muito grande. Espero que o preconceito acabe, e que todos possam viver em união, valorizando o caráter, a amizade e o ser humano, independente de sua raça, e que exemplos como o da autora sirva de incentivo a muitos negros que ainda se sentem desvalorizados.

    Lucca de Oliveira Almeida - 702

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  2. Esse poema sobre a vida de Vicroria Santa cruz, fala oque ela sofreu quando criança, a triste realidade é que muitas crianças passam ou já passaram por esse problema, algumas nem ligam pois ainda são muito jovens para saber oque seria " ser negra(o)", mas tem outros que ligam sim e ficam decepcionadaos por serem diferentes do resto da população.
    Hoje muitas crianças negras na escola sofrem do racismo, principalmente se a escola tiver mais estudantes de pele clara, mas podemos mudar isso ensinando-as que todos somos iguais. Nas ruas do Brasil, o racismo é frequente, ocorre diversas vezes e em diversos lugares, mas as pessoas que ofendem não tem conscientização que estão maguando a pessoa em que ela xinga, então devemos mostrar isso a elas.
    Quando você ofende a um adulto, você esta ofendendo uma pessoa que sabe doque você está falando e a pessoa não vai mudar completamente por isso, mas se você ofender uma simples criança, ela pode crescer pensando nisso e acabar mudando ou pensando que ela e diferente da sociedade. Alguns dizem que a criança não entende ou que as pessoas só estão falando a verdade à elas, mas não é, essas crianças ficam ofendidas e sabem que é uma ofensa. Então as pessoas precisam mudar a sua maneira de agir.
    Lorenzo Vieira-701

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  3. O racismo só piorou com o tempo e que cada vez, mais atingiu o negro ou como chamam por “educação” pessoa de cor, afinal por que pessoa de cor? Todos têm cores, sendo ela clara, escura, parda; devíamos ter orgulho de nossa cor e amar os outros como eles são.
    O vídeo mostra claramente que o preconceito racial além de humilhar a pessoa, a faz sentir diferente da sociedade, permitindo e dando todos os motivos para querer esconder sua personalidade, esconder suas origens, esconder seu orgulho por essa cor.
    Disse Victoria Eugenia “Alisei o cabelo, passei pó na cara”, palavras ditas por um negro “obrigado” a deixar seu verdadeiro perfil para se sentir igual a população.
    As pessoas realmente acham que discriminar alguém é normal, e acabam dando ideia de superioridade, ou pelo menos tentam, mas não sabem que o negro que realmente construiu nossa história.

    Luisa Gouveia
    701.

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  4. Esse poema é como uma lição, as pessoas não se assumem de seu próprio jeito, não assumem sua própria cor, não assumem sua própria pessoa. Pretinha, eu? Não, eu não, eu sou morena.
    A personagem do texto contou que não se aceitava, mas depois de um tempo parou e percebeu que ela era assim, e daí? Então ela nem ligava, enfrentava os desaforos com sorriso no rosto se orgulhando por ter a cor que tem. A discriminação está presente até mesmo quando andamos na rua de qualquer lugar, ninguém quer ser pessoa "de cor", ninguém quer ser pretinha. Pretinha, eu? Não tô nem aí...

    Lara Gomes Faria - 701

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  5. O nosso professor de literatura passou um livro para lermos de racismo "Pretinha,eu?",e esse livro conta sobre uma menina que entra em uma escola particular e é muito zombada por uma colega branca e popular,pois essa menina branca e popular era esperta,mas a negra era mais.
    A atitude da menina negra foi simplesmente ignora-la e é essa atitude que devemos ter,quem é negro não deve ter vergonha disso,pois somos todos iguais,eles apenas devem ignorar quem faz racismo e quem é branco apenas deve para de cometer crimes raciais,isso é uma coisa simples mas ninguém tenta se esforçar nem um pouquinho para poder parar com isso.Se todos parássemos com isso aposto que iria melhorar muita coisa no nosso país nem que parássemos um pouquinho.

    Luan -702

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  6. Através dessa postagem conseguimos (pelo menos eu consigo) ver a que ponto o Brasil chegou. O preconceito está tão absurdo que o negro não se aceita mais, não aceita a sua cor. Li um livro, "pretinha, eu?", que mostrava exatamente isso; por causa do racismo que sofria, a criança nem se considerava mais negra, e sim "morena", pois não queria se sentir "inferior" aos brancos. Na minha opinião, isso é uma injustiça! O branco faz com que o negro pareça inútil, melhor dizendo, o branco faz a besteira, e o negro paga por tudo isso através do sofrimento com o racismo... É brincadeira, sociedade! Chegamos ao nível máximo de preconceito! Quero só ver como esse país estará daqui a 10 anos, por exemplo...

    Jade Tavares- 701

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  7. Hoje em dia, existem muitas pessoas que, não assumem o seu corpo, sue cabelo, sua vida de negras, e começam a usar produtos que "escondem" a sua personalidade real, como maquiagens, alisadores de cabelo... Elas começam a sofrer um "branquiamento" somente pelo fato de serem negras. Eu particularmente acho isso uma besteira, pois você tem que ter orgulho de ser o que você é, não importa o que as pessoas falam, pensam ou agem com relação a você, importa realmente o que você acha de você mesmo. Não é por causa de pessoas que talvez você nem conheça, que falam que seu cabelo é ruim, ou que você não presta somente porque é negra, sinta você mesmo o que você realmente é, e não os outros acham de você.
    Como fala a autora do poema, ela primeiramente seguiu o que os outros falavam sobre ela, mas depois ela entendeu que, ela era mesmo negra, e dai? Isso não era uma coisa ruim, é uma coisa que ela realmente é, não adianta mudar, ela nasceu assim e tem orgulho de ser assim!
    Anna Carolina Maia - 701

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  8. Esse poema retrata do que mas acontece na sociedade de hoje em dia, as pessoas discriminam alguém apenas pela sua cor, praticando um ato racista sem antes saber nada sobre ela.
    No começo do poema leva a entender que Victoria Eugenia tem vergonha de ser negra, pelas pessoas gritarem a ela que ela era negra, e ela queria fazer algo a ser aceita.
    No final entendemos que ela não liga para o que os outros pensam, e ela vê que é ótimo ser negra e a opinião dos outros é apenas mas uma, assim ela se aceita ela não é diferente só por ter uma cor diferente, todos somos iguais.
    Nathan Tavares-702

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  9. Eu achei esse poema impressionante! Ele conta uma história que se passa na vida de muitos negros de hoje em dia.
    O negro sofre muito preconceito. Por isso muitas vezes ele acaba se convencendo do que a sociedade fala para ele. O que? Coisas horríveis. Não necessariamente com palavras, mas também com atos, as pessoas estão falando para o negro que ele não vale nada, que a pele dele é suja e feia, que ele não deve ter o menor orgulho da sua descendência.
    Esse poema é bacana pois, de início, a artista Victoria Eugenia não se aceita, e por isso, alisa seu cabelo, passa pó na cara. Depois ela ignora as más opiniões e passa a ter orgulho da sua pele. Vemos essa reviravolta no modo de pensar da artista quando ela diz "negra soa como lindo".
    Que todos os negros venham a se valorizar assim, que tenham orgulho de serem chamados de NEGROS.

    Stella Strecht Santos- 701

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  10. Achei o poema forte, emocionante, e que ele tinha a tua propria voz. Achei Victoria corajosa e forte, porque se tivesse sido eu na situação dela, não iria ter ideia no o que fazer. Ela tentou mudar, não porque estava infeliz com sí mesma, mas poque os outros estavam. Isso explica exatamente o que me disseram: para não sofrer, aceite quem você é, e convive com os defeitos, sejam sua culpa ou não. O importante é isso. Ela estava cansada de retroceder. As pessoas são quem criam seus próprios problemas: Racismo, ganância, mentira, e assassinos. Isso impactou a vida dela. Ela estava andando e de repente… alguém estranha sua cor, uma coisa que nunca ocorreu na cabeça de sete anos dela.
    Mariana Garcia
    701

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  11. essa musica mostra claramente o preconceito sofrido por um negro no dia a dia, durante toda a vida, desde quando ainda mal podia pensar, enquanto vive sua vida escolar, na adolescência sendo deixada de lado, passando a perceber que para ter amigos, teria que negar a própria cor, a própria historia de seu povo, e depois, no fim, acaba ignorando o fato de ser negra e toda aquela humilhação que sofreu durante a vida agora não é nada, essa ultima parte esta, de ignorar o preconceito, devia ser atingida logo no inicio, para o negro não sofrer durante toda a vida.
    Artur Lopes- 701

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  12. Nessa canção, feita pela Victoria, vimos que desde pequena as pessoas começam a julgar sua cor, e seu pensamento, tentam mudar o seu jeito de ser mas ao amadurecer, ela deixa de se angustiar com a sua cor. Passa dessa forma e ter a sua própria identidade, o seu próprio jeito de ser e vem a gostar de sua pele. Antigamente as pessoas negras não assumiam de ser dessa cor por conta do medo de sofrer algum preconceito, então se chamavam de “morenos” e a atitude da compositora pode nos mostrar que muitos negros estão deixando de pensar dessa maneira e assumindo que são negras e que as suas cores fazem parte da sociedade, e que são do mesmo nível que os brancos.

    Maria Gabriela- 701

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  13. Negra , é isso que sou!


    Eu diria que esta musica fala mais do que palavras, mas são de palavras que ela é feita , mas literalmente ela expressa mais e diz como um negro se sente ao ser chamado de negro e humilhado em público faz com que nos sentimos infelizes desejando outra cor , outro cabelo e outra vida .
    Algumas pessoas tem que entender que são as diferenças que nos fazem quem somos hoje .
    Eu irei usar um exemplo que pode parecer ridículo para mostrar que sem as pessoas diferentes , se formos iguais não tem graça viver. Em um episodio de Bob Esponja , o lula molusco se muda para um condomínio onde são todos iguais e depois de pouco tempo ele não gostava mais de lá e voltou com seu amigo para casa , ele voltou com o diferente, com o tal estranho , seja diferente. Não tente ser quem você não é .

    Victória Leite
    702

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  14. Como foi dito no poema, ser negra(o) é ter o cabelo ruim, lábios grossos, pele escura e feia. Muitas vezes vemos o negro como uma coisa, pensando o tempo inteiro a respeito do negro ser este algo ruim. Mas como também dito no poema ser negra(o) é ser feliz e ter esse orgulho de quem realmente é.
    No decorrer da história ela não aceita esta realidade, pois pensa que é uma ideia superficial, que a leva a "alisar os cabelos e a passar pó na cara", mas continua o discurso de ser negra.Várias vezes deixamos permitir a mudança em nós mesmos a partir da fala dos outros ou pela mídia, e isso que o poema vem nos mostrar, que devemos nos orgulhar de quem somos. Sendo negra ou não, eu sou eu.
    Laura Lyssa Carvalho de Sousa- 701

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  15. A Victoria Eugenia Santa Cruz Gamarra é um exemplo a ser seguido, não pelo fato de ter alisado o cabelo ou tido vergonha de sua pele mas por ter assumido o fato de ser negra e não ter vergonha disso até porque não tem nenhum motivo da vergonha, isso é o que você é. Você pode perceber que muitas das vezes as pessoas ficam desconfortáveis sobre seu corpo ou sua pele porque outras pessoa zoam ela, oi o que aconteceu com Victoria, ela só ficou descontente com seu tom de pele depois que as pessoas chamaram ela de negra.
    Acho que o que ela realmente quis dizer é que ela tem orgulho de ser negra e não deixaria de ser porque isso é o que ela é e sempre será.

    Luisa Heinle Kuhner 702

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  16. A beleza do poema está no jeito no qual Victoria Santa Cruz mostra em todos os seus versos fatos que acontecem na vida de todo negro, desde a não aceitação de sua cor até o dia em que percebe a beleza da mesma, descobre que não precisa se esconder de sua pele e de sua aparência, pois agora entende que ser negra é bonito e que não se pode mudar uma cor. Ela aprende a amar si mesma, mesmo sabendo que grande parte das pessoas não a aceitam assim. Sim, uma grande inspiração!
    Desde pequena enfrentou a realidade da discriminação, se deixando levar por palpites maldosos e críticas sem fundamento, mas como uma criança poderia não levar a sério comentários se referindo a sua aparência e a sua cor. Imagine uma garotinha se lamentando por seu cabelo, pele e lábios e querendo mudar, pois achava que só assim seria aceita?
    Poucos conseguem o que ela alcançou, não por falta de determinação, mas porque passaram a aceitar os palpites rudes, se considerando os seres rebaixados que os outros sempre quiseram que eles se sentissem, talvez por comodismo dos mesmos em lutar para mudar essa situação.
    Eduarda Raposo- 701

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  17. As pessoas não devem ter vergonha de sua origem racial. E nem disfarçar características físicas para parecer “menos negras".
    Diante do preconceito os negros tentavam as vezes assumir a aparência dos brancos. Nos anos 60 e 70 jogadores negros passavam pó de arroz para parecerem brancos, outros alisavam os cabelos à ferro.
    Depois de algum tempo começou a acontecer movimentos de reação que mostram orgulho da cultura de povos de origem africana: black power, música “sarará crioulo” de Sandra de Sá, movimentos artísticos em Salvador, Bahia (blocos Olodum e Ilê Aiyê).
    Hoje conscientização e orgulho de ser negro estão cada vez mais fortes

    Thales Borges - 702

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  18. Os traços mais marcantes dos negros são seus narizes, suas bocas carnudas e suas peles escuras. Minha pele não é escura , mas gostaria que fosse. Meu nariz é grande como o dos negros e minha boca é carnuda igualzinha a dos negros.
    Todos nós temos traços negroides, mas somos tão sem noção que não reparamos isso .
    Minha família por parte de pai é do nordeste . Um dos lugares onde mais sofreu influências de negros e de africanos. Poucas pessoas tem um dos traços mais marcantes do negro, o gingado. Não reparamos o quanto os negros influenciam na música e na dança .
    Se eu fosse negra, eu gostaria de ter todas as características legitimas dela e me exibiriam orgulho.

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  19. O texto agrava exatamente a não aceitação do negro na sociedade.No início do texto é evidente que Victoria sofre o racismo e quer se esconder,diante desta situação.
    Mas uma lição que devemos ter em mente é que não importa sua cor,sua escolha sexual,seus gostos temos que respeitar o próximo.
    NO meio do texto para o final se observa que a máscara caiu Victória reconheceu sua própria identidade:Negra,aliás negra é uma das mulheres mais bonitas do mundo,elas demonstram coragem e a superação pois seus antepassados,quer dizer "nossos" antepassados negros sofreram com a escravidão.
    Achei muito bonito pois ela reconheceu quem era ela de verdade uma mulher linda e negra.Ser racista é símbolo de burrice pois os negros são nossos descendentes.
    Gustavo Salvini-801

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  20. Bendita foi a percepção de Victoria. Que compreensão escrupulosa e que ligeiramente se tornou maravilhosa! Sua atitude final, sua última apresentação, digo com toda a sinceridade que possa existir, não é necessário outros dizeres após ter aceitado e apreciado sua cor. Que sagacidade da parte dela! Cativante, pois me levou ao desejo de ''nascer de novo'', com o intuito de ser negra!
    Neste exato momento transfiro parte da minha energia positiva à ela! Uma mulher orgulhosa de si, aconselho que fique. Além de palavras nesta composição, vejo expressão, enxergo feição, sensatez. Simplesmente imagino uma bela mulher nascendo outra vez.

    Bruna Leite Felix, 801.

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